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DaimlerChrysler prevê corte na produção para combater prejuízo

A DaimlerChrysler está tomando medidas para resolver a crise que afeta a companhia nos Estados Unidos e retornar à lucratividade, informou hoje o CEO da DaimlerChrysler, Dieter Zetsche. A companhia, que anunciou recentes prejuízos, sente os efeitos da queda nas vendas de veículos mais lucrativos e da frota acumulada.Segundo o CEO, a filial nos EUA pretende reduzir o volume produzido em 90 mil veículos durante o terceiro trimestre e 45 mil no quarto trimestre deste ano. Até lá, a companhia quer reduzir o frota de automóveis não vendidos para 500 mil.A empresa reduzirá a produção em 14% durante o terceiro trimestre e 7% no quarto, comparado com os mesmos períodos de 2005, segundo informações da Ward's Automotive Reports. Já na segunda metade do ano, a Chrysler prevê o corte de 10% da produção, o que diminuirá o volume total no ano em 9% , frente ao produzido em 2005. Zetsche acredita que os níveis de produção se normalizem em 2007, já que a companhia lançará vários novos produtos nesse período. Por enquanto a produção de veículos pesados, que normalmente trazem generosos lucros, será significativamente reduzida. O volume desse tipo de veículo representa cerca de três quartos do total produzido no ano pela Chrysler.Na última sexta-feira, a gigante alemã-americana citou as projeções de prejuízos na ordem de US$ 1,2 bilhão com as operações em 2007. A empresa prevê ainda uma perda de US$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre, prejuízo maior que os US$ 600 milhões estimados anteriormente.Antes da crise, entretanto, a Chrysler, conhecida como uma das mais tradicionais de Detroit, havia anunciado 12 trimestres consecutivos de ganhos e lucrou US$ 1,9 bilhão em 2005.Zetsche explicou que a montadora não respondeu de imediato à realidade econômica que afeta o setor e citou as recentes altas nos preços da gasolina nos EUA como um fator que levou à crise. O executivo também informou que Chrysler fará "ajustes necessários" e está examinando todos os processos do negócio, mas não deu mais detalhes sobre as mudanças planejadas. As informações são da Dow Jones.

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