De olho na China, bolsas de NY devem iniciar em alta

Os índices futuros apontam para uma abertura em alta das bolsas norte-americanas nesta sexta-feira, 28. O crescimento do consumo nos Estados Unidos em fevereiro no maior nível desde novembro e a expectativa de medidas de estímulos econômico na China ajudam a incentivar as compras de ações nesta manhã em Wall Street. Às 10h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,18%, o S&P 500 avançava 0,27% e o Nasdaq ganhava 0,34%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

28 de março de 2014 | 10h32

O clima positivo em Wall Street foi ajudado pelas declarações do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, sobre a aceleração de gastos em projetos de transporte e do setor imobiliário, que renovaram as expectativas de que o governo vai tomar medidas para estimular a economia. Além disso, em um evento na Ásia, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Chicago, Charles Evans, disse que as taxas de juros devem permanecer próximas de zero no país por um bom tempo em 2015, citando inflação ainda baixa e desemprego alto.

Após a divulgação dos primeiros indicadores do dia nos EUA, os índices mantiveram os ganhos vistos desde o começo da manhã. Embora dentro do esperado, a expansão dos gastos com consumo foi a mais alta desde novembro, crescendo 0,3% em fevereiro. A renda pessoal também subiu 0,3%, pouco acima da estimativa dos economistas, que previam alta de 0,2%.

Logo após a abertura do mercado, às 10h55 (de Brasília), a expectativa é pelo anúncio do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, com a leitura final de março. A economista-sênior do banco BMO Capital Markets, Jennifer Lee, espera que o índice melhore em relação à primeira leitura do mês, ficando em 80,4 ante 79,9 da anterior. Um dos indícios é o índice de confiança do consumidor medido pelo Conference Board, que subiu para 82,3 em março, o maior nível em seis anos, influenciado pela alta dos preços dos imóveis. A melhora da confiança dos agentes sinaliza que o consumo interno, o motor da economia norte-americana, deve seguir se expandindo.

Entre os dirigentes do Fed, para fechar uma semana cheia de apresentações de executivos do banco central, a responsável pela sucursal de Kansas City, Esther George, conhecida por votar contra nas reuniões de política monetária do ano passado, fala às 13h45 (de Brasília). Este ano, porém, ela não tem poder de voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Na última vez que se apresentou em público, no começo de janeiro, George voltou a criticar a política de estímulos do Fed, ressaltando que o ritmo de redução das compras de ativos era "modesto".

No noticiário corporativo, a fabricante de celulares BlackBerry divulgou balanço trimestral com perda menor que o esperado. O prejuízo ficou em US$ 438 milhões. No pré-mercado, a ação da empresa canadense subia quase 3%.

O papel da bandeira de cartões Visa recuava 1,03% no pré-mercado. O Walmart, maior rede de varejo dos EUA, anunciou ontem que vai processar a Visa por causa de US$ 5 bilhões em prejuízos entre 2004 e 2012. A acusação é que a bandeira cobrou taxas mais altas dos consumidores do Walmart, violando acordos antitruste.

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