De olho no Fed, NY deve começar os negócios em alta

As bolsas norte-americanas devem abrir o pregão desta terça-feira , 29, em alta, sinalizam os índices futuros. Depois de um dia de oscilações na segunda-feira, 28, os mercados acionários ensaiam uma alta um pouco mais consistente em meio a uma certa amenização das tensões na Ucrânia. Nos Estados Unidos, a manhã começou com resultados corporativos mistos e preços de imóveis em alta, mas a expectativa maior é para a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que começa hoje. Às 10h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,26%, o Nasdaq ganhava 0,27% e o S&P 500 avançava 0,28%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

29 de abril de 2014 | 10h44

O dia tem agenda cheia de divulgação de balanços de empresas e alguns indicadores importantes, que inclui a confiança do consumidor. O primeiro número do dia saiu há pouco. O índice de preços de moradias S&P/Case-Shiller subiu 12,9% em 20 cidades em fevereiro ante o mesmo mês de 2013.

Logo após a abertura do mercado, o Conference Board divulga a leitura final da confiança do consumidor de abril e a expectativa é de ligeira melhora, de 82,3 em março para 83, segundo consenso calculado pelo jornal Barrons. Se confirmado, deve ser um dos níveis mais altos desde o final de 2007, ou seja, antes da crise financeira mundial.

A expectativa maior, apesar dos indicadores de hoje, é para a quarta-feira, 30, com o fim da reunião de política monetária do Fed e com a divulgação da primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do primeiro trimestre, período marcado por inverno rigoroso e fortes nevascas, que afetaram a atividade econômica e os serviços. Analistas querem verificar em que medida o indicador vai refletir este impacto.

"Apesar de a crise da Ucrânia estar no radar de todo mundo, é a normalização da política monetária do Fed que vai moldar o comportamento do mercado financeiro por algum tempo", afirma o estrategista do Standard Bank, Steven Barrow, em um e-mail a investidores. Por isso, qualquer mudança além do esperado no comunicado que será divulgado amanhã após a reunião pode mexer com os mercados mundiais. Por enquanto, a expectativa de Wall Street é de novo corte de US$ 10 bilhões no ritmo mensal de compras de ativos e sem mudanças nas diretrizes futuras.

No caso da Ucrânia, o caráter relativamente ameno das novas sanções da Casa Branca e da União Europeia impostas à Rússia ajudou a melhorar o clima tenso no Leste Europeu. Moscou afirmou que recuou as tropas da fronteira com a Ucrânia e que não pretende retaliar as sanções neste primeiro momento.

No noticiário corporativo, o Twitter, as gigantes do setor farmacêutico Merck e a Bristol-Meyers Squibb, a rede de hotéis Marriot, a Archer Daniels Midland (ADM), uma das maiores processadoras de grãos do mundo, e o portal de compras e vendas pela internet eBay anunciam seus números nesta terça-feira, ou antes da abertura do pregão ou após o fechamento.

Entre as que já divulgaram o resultado, a Merck surpreendeu com lucro acima do esperado, de US$ 1,71 bilhão no primeiro trimestre. No pré-mercado o papel subia 1,09%. Já a ADM decepcionou com números abaixo do previsto. O lucro caiu 0,7% e ficou em US$ 267 milhões no primeiro trimestre. A ação recuava 1,92%.

O Twitter revela seus números após o fechamento do pregão e a expectativa é grande porque desde que saiu o balanço do quarto trimestre, com resultados decepcionantes, a ação do microblog acumula queda de 30%. Para hoje, a previsão do Morgan Stanley é de expansão de 106% nas receitas, para US$ 224 milhões. O UBS, por sua vez, projeta crescimento anual de 23,4% dos usuários. Mesmo assim, a projeção é que o prejuízo do Twitter se mantenha e fique em cerca de US$ 18 milhões, ou perda de US$ 0,03 por ação. No pré-mercado, a ação da companhia recuava 0,12%.

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