De olho nos dados indústria, NY pode abrir em alta

Os índices futuros sinalizam uma abertura em leve alta das bolsas norte-americanas nesta quinta-feira, 22. Após dados piores do que o esperado dos pedidos de auxílio-desemprego, a expectativa é por números do setor industrial e imobiliário que saem logo após a abertura do pregão. Às 10h20 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,15%, o Nasdaq ganhava 0,11% e o S&P 500 avançava 0,08%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

22 de maio de 2014 | 10h37

As bolsas tiveram um rali na quarta-feira, 21, com a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sinalizando continuidade da estratégia atual. O clima positivo continuou na manhã desta quinta-feira, primeiro dia da semana com agenda forte de indicadores nos Estados Unidos. O ritmo de alta dos índices futuros, porém, esfriou um pouco após a divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego com aumento maior que o previsto. Os pedidos subiram para 326 mil na semana encerrada no último dia 17. A expectativa era de que ficassem em 310 mil.

Logo após a abertura do mercado, às 10h45 (de Brasília), será divulgado o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos EUA. Na China, o mesmo indicador subiu para 49,7, superando as previsões e atingindo o maior nível em cinco meses. Já o PMI composto da zona do euro teve leve queda, mas segue acima de 50. Números acima desse patamar indicam expansão da indústria.

Também depois da abertura saem as vendas de moradias usadas referentes ao mês de abril, às 11h (de Brasília). A expectativa dos economistas do banco Wells Fargo é que elas mostrem pequena recuperação, com alta de 1,1% ante março e cheguem ao nível de 4,64 milhões.

O setor imobiliário tem despertado atenção por causa de uma desaceleração nas vendas de imóveis nos últimos meses. Ontem, a ata do ata do Fed mostrou preocupação com o setor. A presidente do BC, Janet Yellen, já havia falado do enfraquecimento do segmento em depoimento no Congresso. Nesta sexta, serão divulgados mais dados de vendas, com os números do comércio de novas residências de abril.

O economista da consultoria Capital Economics, Paul Diggle, aposta em aceleração das vendas de novas residências, mas o desempenho das moradias usadas deve seguir mais fraco nos próximos meses. Para as novas residências, a expectativa é que fechem o ano em 485 mil, acima dos 431 mil do ano passado. Já as moradias existentes devem cair de 5,1 milhões ao final de 2013 para 4,8 milhões, mas devem gradualmente ir se recuperando e voltar ao nível de 5 milhões em 2016.

No noticiário corporativo, os balanços vão chegando à reta final, com a Gap, do setor de vestuário, a rede eletroeletrônicos BestBuy, e a fabricante de computadores Hewlett-Packard anunciando seus números. Para a HP, que divulga o balanço após o fechamento da bolsa, a expectativa é de resultados relativamente estáveis, com lucro por ação de US$ 0,86 em seu segundo trimestre fiscal, ante US$ 0,87 do mesmo período de 2013. No pré-mercado, o papel caía 0,31%.

Já a Gap deve ter queda de 20% no resultado por ação, para US$ 0,57. No geral, o setor de varejo tem apresentado números decepcionantes, com vendas em baixa e ganhos abaixo do previsto. Nesta manhã, a rede de eletroeletrônicos BestBuy divulgou redução de 3,3% nas vendas no trimestre encerrado em 3 de maio e ainda informou que espera novas quedas nos próximos trimestres. A empresa registrou lucro de US$ 461 milhões, na comparação com prejuízo de US$ 81 milhões no mesmo período do ano passado. No pré-mercado, a ação subia 0,59%.

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