De olho nos EUA, bolsa de Hong Kong perde 1,2%

A Bolsa de Hong Kong encerrou o pregão desta segunda-feira em queda, seguindo a tendência de outras bolsas asiáticas. O índice Hang Seng registrou perda de 1,2%, puxado principalmente pelas empresas com negócios na China e pelo setor imobiliário. De acordo com um analista, o mercado aguarda a divulgação de dados econômicos dos EUA para ter uma noção mais precisa a respeito da tendência das taxas de juros naquele país. A Bolsa da China terminou os negócios de hoje em alta: o índice Xangai Composto subiu 0,4% e o Shenzhen Composto, 0,6%. O destaque do dia foram as ações do Minsheng Banking, as mais negociadas do pregão, beneficiadas pela notícia de que o órgão regulador do setor bancário aprovou o aumento de sua emissão privada de ações. Os papéis do Minsheng aumentaram 5,9% e impulsionaram as cotações de outros bancos. Hua Xia Bank, por exemplo, subiu 4,2%, e Shenzhen Development Bank teve alta de 2,6%. O governo chinês anunciou hoje que a inflação de agosto ficou em 1,3%. O índice ficou um pouco abaixo da previsão dos economistas, o que reduz a pressão para que sejam adotadas medidas de esfriamento da economia. De acordo com alguns operadores do mercado de câmbio, a inflação abaixo do esperado contribuiu para a desvalorização do yuan frente ao dólar. No sistema automático de preços, a cotação da moeda norte-americana subiu para 7,9535 yuans, contra 7,9491 yuans na sexta-feira. No entanto, outro dado divulgado hoje deve manter a pressão para que o yuan se valorize. A agência oficial de notícias Xinhua informou que o superávit comercial chinês bateu novo recorde em agosto, pelo quarto mês seguido, alcançando US$ 18,8 bilhões. Na Bolsa de Taiwan, o índice Taiwan Weighted fechou o pregão praticamente estável, com alta de apenas 0,01%. Realizações de lucros, precipitadas pelo declínio de outras bolsas asiáticas, pressionaram o índice e ofuscaram os ganhos obtidos com o enfraquecimento da crise política interna. A bolsa havia iniciado em alta, estimulada pelo caráter pacífico dos protestos que começaram no sábado para pedir a renúncia do presidente Chen Shui-bian. Powerchip Semiconductor subiu 2,1%, mas Taiwan Semiconductor Manufacturing caiu 0,7%. Na Bolsa da Austrália, o índice S&P/ASX 200 recuou 1,4%, pressionado pela preocupação dos investidores locais quanto ao fraco crescimento da economia japonesa. Os dados sobre a expansão do PIB do Japão e sobre as encomendas ao setor de maquinário daquele país decepcionaram o mercado. O preço das ações também foi influenciado pela queda no preço de algumas commodities, como ouro, petróleo e cobre. A Bolsa das Filipinas encerrou os negócios em alta, com o índice PSE Composto avançando 1%, acompanhando o resultado positivo do pregão de sexta-feira em Wall Street. PLDT avançou 3%, Ayala Land obteve ganho de 3,7% e Ayala Corp. perdeu 2,7%. Na Coréia do Sul, as vendas realizadas pelos investidores no mercado futuro e no ?spot? levaram a Bolsa a fechar em queda. O índice Kospi perdeu 1,5%. Os investidores buscaram se antecipar ao vencimento dos contratos no mercado futuro e de opções, que ocorre na próxima quinta-feira. A queda da Bolsa japonesa também influenciou o resultado do pregão. As ações de bancos e de montadoras de automóveis foram as mais afetadas. Os papéis da Hyundai caíram 1,8% depois do anúncio de que suas afiliadas serão investigadas pelo órgão de defesa da concorrência. A Bolsa de Kuala Lumpur (Malásia) fechou em baixa, com o índice composto de 100 blue chips perdendo 0,10%. O Strait Times, da Bolsa de Cingapura, encerrou com queda de 0,86% e o JSX Composto, da bolsa de Jacarta (Indonésia), fechou em 1,32 negativo. (As informações são da Dow Jones)

Agencia Estado,

11 de setembro de 2006 | 06h51

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