De olho nos EUA, dólar sobe pela 2ª sessão seguida

Em alta durante todo o dia, o dólar à vista no mercado de balcão fechou com ganho de 0,62%, a R$ 2,269

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

29 de julho de 2013 | 16h57

O dólar emplacou a segunda sessão seguida de alta ante o real nesta segunda-feira, 29, em um movimento que acompanhou a tendência da moeda americana no exterior. Numa semana carregada de eventos importantes, os investidores buscaram a segurança do dólar, enquanto esperam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quarta-feira, 31, e os dados de emprego dos EUA, na sexta-feira, 02. A determinação da Ptax para liquidação dos derivativos de agosto, na quarta-feira, também segue no radar, mas a tendência é que a disputa entre comprados e vendidos se acirre apenas nas próximas sessões.

O dólar à vista negociado no mercado de balcão fechou em alta de 0,62%, a R$ 2,2690. A moeda permaneceu em alta durante todo o dia. Na cotação mínima, atingiu R$ 2,2560 (+0,04%) e, na máxima marcou R$ 2,2700 (+0,67%). Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,531 bilhão. O dólar pronto na BM&F teve alta de 0,69%, a R$ 2,26750, com cinco negócios. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2710, em alta de 0,55%.

"O dólar está acompanhando o exterior, onde a moeda americana se fortaleceu hoje", comentou à tarde um profissional da mesa de câmbio de um grande banco. "O dólar segue o movimento que vem de fora. Se bem que, na sexta-feira, a moeda subiu aqui, mas caiu em outras praças", lembrou Alfredo Barbutti, economista da BGC Liquidez Corretora, para quem o viés para o dólar no Brasil é de alta, a despeito do que se vê em outras praças. "Temos uma piora das contas externas, o que tem colocado o dólar com viés de alta ante o real", acrescentou.

No exterior, o dólar também subia ante boa parte das moedas de países com elevada dependência de commodities e avançava ante o euro, com os investidores cautelosos antes da decisão de política monetária do Fed. Embora o mercado espere a manutenção do programa de compra de bônus do Fed neste encontro, os investidores aguardam indicações sobre quando os incentivos começarão a ser retirados: no fim deste ano ou no início de 2014, considerando os cenários mais prováveis.

Na quarta-feira, os EUA também divulgam o Produto Interno Bruto (PIB) preliminar do segundo trimestre do ano e, na sexta-feira, o relatório oficial do mercado de trabalho (payroll) referente a julho. Os dois indicadores têm potencial para mexer com o câmbio, já que uma economia norte-americana mais forte pode significar o início da interrupção dos incentivos do Fed à economia.

No Brasil, será determinada na quarta-feira a Ptax para liquidação dos contratos derivativos de agosto, o que tende a acirrar a luta entre comprados (que apostam na alta do dólar) e vendidos (que apostam na baixa) no mercado futuro.

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