Decisão da Fitch deve levar ganhos a NY na abertura

As bolsas norte-americanas devem abrir o pregão desta sexta-feira, 21, em alta, sinalizam os índices futuros. As atenções estão voltadas para as apresentações de dirigentes regionais do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) na tarde de hoje, com os investidores em busca de avaliações sobre a alta de juros no país. Às 10h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,29%, o S&P 500 ganhava 0,35% e o Nasdaq tinha alta de 0,35%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

21 de março de 2014 | 10h32

A manutenção do rating soberano dos EUA com perspectiva estável pela Fitch ajuda a animar os mercados nesta manhã, dia sem agenda de indicadores econômicos. No ano passado, as agências de classificação de risco ameaçaram um rebaixamento da nota do país, em meio aos problemas fiscais e ao embate político no Congresso.

A sexta-feira tem quatro apresentações previstas de dirigentes do Fed, dos quais três têm poder de voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Além disso, o ex-presidente Ben Bernanke participa de um debate em Washington sobre a política monetária do Japão.

Um dos dirigentes regionais que falam hoje é o presidente da sucursal de Mineápolis do BC, Narayana Kocherlakota, que foi voto dissidente na reunião que terminou quarta-feira. Ele é conhecido por sua postura "dovish", ou seja, favorável a juros mais baixos e o documento da reunião mostrou um Fed mais propenso a subir juros. O dirigente se apresenta às 17h30 (de Brasília), mas já divulgou um comunicado explicando seu voto dissidente e destacando que a nova diretriz do Fed aumenta a incerteza por dar pouca informação quantitativa sobre o que caracterizaria o máximo emprego.

Antes de Kocherlakota, outro dirigente que deve atrair atenção é o presidente do Fed de Dalas, Richard Fisher. Alguns economistas esperavam que ele fosse ser o voto dissidente na reunião desta semana. Fisher chegou a defender uma redução mais rápida do ritmo de compras de ativos. A dúvida agora é como ele vê a questão dos juros voltarem a subir. Ele se apresenta às 14h45 (de Brasília) em um evento em Londres.

Para o analista de renda variável da Schaeffer''s Investment Research, Joe Bell, a reunião do Fed e a declaração de Yellen adicionaram uma nova preocupação ao mercado, que é quando os juros vão ser elevados e em qual montante. Por isso, as apresentações dos dirigentes hoje devem ser monitoradas com lupa. O desenrolar na crise na Ucrânia também pode influenciar os preços, destaca ele. Ontem, a Casa Branca anunciou novas sanções aos russos, que rebateram com outras medidas de retaliação aos norte-americanos. O líder dos democratas no Senado, Harry Reid, e o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, John Boehner, foram impedidos de entrar na Rússia.

No noticiário corporativo, as ações dos grandes bancos dos EUA operavam em alta no pré-mercado. O Fed divulgou ontem à tarde o resultado do teste anual de saúde financeira das maiores instituições bancárias do país. De 30 bancos, 29 tiveram nível de capital considerado adequado, ou seja, suportariam, por exemplo, passar por um cenário adverso, como uma crise financeira. O papel do Citigroup subia 1,19% e o do Wells Fargo ganhava 0,90%.

Entre as empresas que divulgaram resultados, o papel da joalheria Tiffany & Co. chegou a cair 2,05% no pré-mercado, após a empresa anunciar que passou do lucro para prejuízo de US$ 103 milhões em seu quarto trimestre. A Tiffany também divulgou projeções de lucro abaixo do previsto.

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