Decisão de recusar oferta da Sadia foi unânime

Todos os fundos de pensão que compõem o capital da Perdigão rejeitaram o valor oferecido pela Sadia, afirmou o presidente da empresa, Nildemar Secches. As fundações Previ, Petros, Fapes, Sistel, Valia e Previ-Banerj detêm juntas 49,5% do capital da companhia. A proposta também foi recusada pela Weg Participações, com 5,45%. Meses atrás, a Weg S/A distribuiu as ações da Perdigão entre os acionistas, entre eles sua controladora, a Weg Participações. Os fundos divulgaram uma nota à imprensa na qual informam que o valor ofertado não atende às expectativas. As fundações também avaliaram que a proposta não se enquadra no artigo 37 do estatuto social. A decisão foi unânime.A interpretação da Perdigão é de que o artigo 37 se refere a atuais acionistas da empresa, e não inclui investidores de fora, caso da Sadia. Ele estabelece que, ao atingir a participação de 20%, o acionista deve fazer uma OPA pela totalidade do capital. Portanto, a Sadia teria de fazer uma oferta em etapas, de modo que conseguisse primeiro comprar alguma participação e depois elevar a fatia acima de 20% para então fazer a oferta para o restante. Além disso, Secches considera que a Sadia estaria infringindo a determinação do estatuto no que se refere aos acionistas remanescentes. Pelo documento, esses investidores deveriam receber o mesmo valor da oferta, e não menos. Pela operação, os acionistas que não aceitassem a proposta seriam incorporados a um valor inferior."Somos uma empresa de capital pulverizado. Esse modelo foi feito justamente para proteger o pequeno acionista", disse Secches. Segundo ele, restaria à Sadia agora recorrer à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para questionar a interpretação. Porém, isso seria inútil pois a maioria dos acionistas já rejeitou o preço oferecido.

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