Decisão do BC japonês deve fazer NY abrir com alta

Os índices futuros das bolsas americanas operam em alta nesta quarta-feira, indicando que o mercado deve abrir o pregão normal em alta. A principal notícia que anima os investidores é o programa de estímulo anunciado nesta quarta-feira pelo Banco do Japão. No pré-mercado, às 10h15 (pelo horário de Brasília), o Dow Jones subia 0,16%, o Nasdaq ganhava 0,21% e o S&P tinha alta de 0,17%.

ALTAMIRO SILVA JUNIOR, Agencia Estado

19 de setembro de 2012 | 10h32

Depois do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve, hoje foi a vez do Banco do Japão agir para impulsionar a economia. Em sua decisão de política monetária, o BoJ manteve a taxa básica de juros na faixa entre zero e 0,1%, mas elevou o tamanho de seu programa de compra de ativos em 10 trilhões de ienes (US$ 126,7 bilhões), de 70 trilhões para 80 trilhões de ienes (US$ 1,01 trilhão).

Nos Estados Unidos, o anúncio de dados do mercado de construção civil com alguns números abaixo do previsto fez os índices futuros reduzirem um pouco a alta no pré-mercado, mas ainda assim continuaram com ganhos. As construções de moradias iniciadas nos EUA cresceram 2,3% em agosto, na comparação com julho, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 750 mil, informou o Departamento do Comércio na manhã desta quarta-feira. A previsão dos analistas era de expansão de 2,5%, para 765 mil unidades. Às 11h (pelo horário de Brasília), saem dados das vendas de moradias usadas.

Os investidores estão atentos a dois pronunciamentos importantes de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A presidente do Fed de Kansas City, Esther George, tinha um pronunciamento previsto para a manhã desta quarta-feira, para falar sobre "o futuro do desenvolvimento da força de trabalho". Às 20h (também pelo horário de Brasília), o presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, fala sobre a perspectiva da economia e da política monetária durante evento do Harvard Club de Nova York.

Em horário não anunciado, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, reúne-se privadamente com membros do Comitê de Finanças do Senado. Em Nova York, prossegue a 67ª Assembleia Geral da ONU.

Entre as empresas, o papel da Microsoft caia 0,40% no pré-mercado, após a empresa anunciar que seu conselho aprovou uma aumento da distribuição de dividendos trimestrais em 15%, para 23 centavos por ação. Em outro anúncio, a gigante fabricante de softwares disse que Raymond Gilmartin, que fazem parte da diretoria da empresa, não vai tentar a reeleição, após 11 anos como membro do conselho.

A General Mills subia 0,89% após divulgar resultados fiscais do primeiro trimestre fiscal que superaram expectativas, embora as vendas tenham decepcionado. O lucro cresceu 35%, impulsionado por aquisições, que acabaram aumentando os volumes. Além disso, a empresa de alimentos afirmou que vai cumprir suas projeções para todo 16 ano fiscal. As informações são da Dow Jones.

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