Decisão do Fed influencia Bolsa e dólar no fechamento

Ibovespa terminou o dia na mínima, em queda de 2,45%; dólar fechou em queda de 0,28%

Claudia Violante, Agência Estado

29 de outubro de 2014 | 18h00


O resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, influenciou o desempenho da Bolsa e do câmbio perto do fechamento do mercado.

O Fed decidiu nesta quarta-feira, 29, por encerrar seu programa de compra de títulos e sinalizou confiança de que a recuperação econômica do país permanecerá nos trilhos apesar de sinais de desaceleração em muitas partes da economia global.

Antes da decisão do BC dos EUA, o dólar no Brasil dava continuidade ao movimento de queda ante o real iniciado ontem, em meio a ajustes após a reeleição de Dilma Rousseff.

A expectativa de que a presidente possa anunciar nomes de sua equipe e mudanças positivas na política econômica serviu de pano de fundo para o movimento. Do lado técnico, investidores promoveram ajustes em posições compradas em dólar (de alta na moeda), eliminando parte dos excessos.

Com o Fed, o dólar mudou de comportamento no finalzinho da sessão. A moeda passou a subir no mercado externo e influenciou o andamento do dólar aqui, que reduziu consideravelmente as perdas vistas mais cedo no segmento à vista, enquanto o dólar futuro passou a subir. O dólar à vista terminou em baixa de 0,28%, a R$ 2,465.

No Bolsa, o pregão foi mais voltado para o noticiário corporativo, com balanços, recomendações e recompras em destaque. Na última hora da sessão, no entanto, foi o resultado do encontro do Federal Reserve quem movimentou os ativos, levando a Bolsa paulista a renovar as mínimas do dia e superar 2% de perdas.

No fechamento, o Ibovespa registrou baixa de 2,45%, aos 51.049 pontos, na mínima. Na máxima, marcou 52.330 pontos (estabilidade). No mês, acumula baixa de 5,67% e, no ano, queda de 0,89%.

O mercado também repercutiu notícias pontuais. Petrobrás e Vale, por exemplo, caíram forte o dia todo e, no final, terminaram entre 4% e 6,5% de perdas.

No caso da Vale, a pressão vendedora surgiu depois que o Credit Suisse rebaixou a recomendação da ação Vale para "underperform" (desempenho abaixo do mercado) e reduziu seu preço-alvo.

Já a Petrobrás teve a recomendação reduzida de compra para neutro pelo Goldman Sachs. Os analistas do banco veem preocupações quanto a uma oferta de ações em 2015 e acreditam que a companhia pode enfrentar uma decisão complexa com o objetivo de manter seu fluxo de caixa em níveis sustentáveis, diante da escolha entre elevar os preços domésticos - com implicação para a inflação - reduzir investimento, ou acessar os mercados de dívida e soluções financeiras estruturadas a custos mais altos.

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