Declarações de Rato intensificam tensão nos mercados

Os bancos centrais precisam reduzir o estímulo monetário em virtude do risco inflacionário e dos desdobramentos positivos das economias, disse hoje o diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato. "A redução do estímulo monetário é uma atitude saudável", afirmou, referindo-se aos bancos centrais dos Estados Unidos e europeu. As declarações, feitas durante entrevista concedida em Viena, intensificaram o clima de tensão que vem provocando fortes oscilações hoje no mercado financeiro do Brasil. Por volta de 14h, o Ibovespa despencava 4,13%, aos 36.173,1 pontos e dólar comercial avançava 3,99%, atingindo R$ 2,296. O Risco Brasil, que mede a confiança do investidor estrangeiro no País, subia 19 pontos, para 284 pontos-base, atingindo o maior nível desde janeiro. Segundo analistas, o desempenho reflete a preocupação com a inflação e com o rumo dos juros nos Estados Unidos, que podem continuar em alta. Juros mais altos nos EUA significam uma reavaliação dos riscos nas aplicações em países emergentes, como o Brasil, por exemplo, já que é possível ganhar mais no mercado norte-americano com um risco semelhante. Hoje o diretor-gerente do FMI, em referência específica ao BC europeu, afirmou que a instituição deve estar atenta aos primeiros estágios da recuperação econômica e considerar a possibilidade de reduzir ainda mais o estímulo monetário. "Nós encorajamos a vigilância aos riscos inflacionários". Ele ponderou, ao mesmo tempo, que o crescimento econômico na zona do euro ainda não chegou ao desejável pelo FMI. Segundo ele, os investidores dos mercados financeiros estão atentos aos riscos globais, um dos quais é certamente a inflação e o outro é como solucionar os desequilíbrios globais. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

22 de maio de 2006 | 15h50

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