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Déficit comercial dos Estados Unidos acima do esperado faz dólar renovar mínima

Dólar recua no Brasil e frente a outras moedas; Ibovespa tem dia de alta de olho nos mercados no exterior

O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 11h08

SÃO PAULO - O dólar à vista abriu em leve queda, mudou de sinal e voltou a operar no campo negativo em seguida, acompanhando o comportamento errático da moeda americana no exterior. Há pouco a moeda renovou mínima, a R$ 3,0590, pressionado pela reação externa ao déficit comercial americano muito acima do esperado. Com agenda fraca de indicadores no Brasil, os próximos dados dos EUA podem provocar novos ajustes. No cenário doméstico, os investidores acompanham os desdobramentos da queda de braço no Congresso Nacional sobre o tamanho ajuste fiscal. Às 11h15, o dólar para junho caía 0,36%, cotado a R$ 3,076.

Nos EUA, o déficit comercial somou US$ 51,37 bilhões em março. O resultado veio pior que a previsão de saldo negativo de US$ 42,5 bilhões. A agenda americana do dia também traz a divulgação PMI industrial final da Markit e do índice ISM de serviços. 

O indicador norte-americano também fez o dólar perder terreno ante outras divisas de países emergentes e exportadores de commodities. Exercendo pressão contrária no Brasil, a rolagem parcial (80%) do vencimento de swap de junho, anunciada pelo Banco Central na semana passada, ainda repercute os negócios, dando certa sustentação à moeda americana ante o real. 


No mercado local, o foco principal é a força tarefa do Palácio do Planalto visando a aprovação do ajuste fiscal. As MPs 664 e 665, que limitam o acesso aos benefícios previdenciários e trabalhistas, podem ser votadas nesta semana. Ontem, o vice-presidente Michel Temer prometeu um corte via contingenciamentos no Orçamento, que será anunciado ainda este mês, caso essas MPs não sejam aprovadas integralmente no Congresso. A Comissão Mista pode votar hoje a MP 664 e, com isso, passaria a trancar as votações em plenário da Câmara amanhã. A MP 665, por sua vez, passou pela Comissão Mista na semana passada e já tranca a pauta do plenário. 

Levy disse nesta segunda-feira que estão em curso reformas importantes que vão ajudar a dar mais competitividade para a economia e serão importantes na "agenda triplo A", que ele qualificou como a que basicamente visa elevar o crescimento e geração do emprego, passado o ajuste fiscal implementado neste ano.

Bolsa. A Bovespa abriu em leve queda nesta terça-feira, após avanço de 2% ontem, quando encerrou no maior patamar do ano. No fim da manhã, porém, já operava em alta. Em um dia de agenda fraca, os participantes do mercado devem acompanhar ainda mais de perto o comportamento das bolsas americanas. No mercado brasileiro, ações do setor financeiro chamam a atenção, especialmente com o resultado do balanço do Itaú Unibanco. Às 11h15, o Ibovespa subia 0,81%, a 57.911 pontos. 

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