Deflação alivia juros, mas estresse com EUA continua

A possibilidade de que o banco central americano (Fed) decida por um aumento de 0,50 ponto porcentual da taxa de juros na próxima semana - e não 0,25 pp, como era previsto inicialmente -, trouxe estresse ao mercado de juros esta manhã. Com isso, foi deixada de lado a repercussão da deflação de 0,15% em junho medida pelo IPCA-15, índice de preços nacional divulgado mais cedo pelo IBGE. No pregão eletrônico da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o contrato futuro de DI (depósito interfinanceiro) com vencimento em janeiro de 2008 abriu estável, projetando taxa de 15,54%, a mesma previsão do fechamento dos negócios ontem. Minuto a minuto, no entanto, as taxas foram subindo até que o contrato futuro de DI para janeiro de 2008 atingiu a máxima de 15,65%. Nem o único indicador econômico de hoje, nos Estados Unidos, as vendas de bens duráveis, ganhou tanta importância. De acordo com o Departamento do Comércio dos EUA, as vendas caíram 0,3% em maio. A previsão era de queda de 0,5%. ?Os juros poderiam ter caído mais com o dado de inflação não fosse o lado externo?, comentou um operador.

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