Dario Oliveira/Código-18
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Depois de início promissor, Bolsa perde força e tem 4ª queda seguida

Tensão com a Coreia do Norte e leitura da denúncia contra Michel Temer na Câmara impactaram o mercado

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2017 | 18h32

A Bovespa, hoje chamada de B3, ensaiou uma recuperação nesta terça-feira, 27, mas a verdade é que perdeu fôlego na última hora de negociação, e fechou o índice no vermelho. O Ibovespa, que reúne as principais ações negociadas, terminou o dia aos 74.318,72 pontos, na mínima do dia, com baixa de 0,17% - a quarta consecutiva.

Apesar de o sinal positivo ter prevalecido durante praticamente todo o dia, o entusiasmo do investidor foi fraco no final da tarde, refletindo a cautela diante de fatores de incerteza internos e também externos.

Na máxima do dia, o Ibovespa chegou aos 74.971,30 pontos (+0,71%), sem conseguir ultrapassar a resistência dos 75 mil pontos, perdida na véspera. Segundo análises gráficas, a manutenção do índice abaixo desse patamar pode indicar que o processo de realização de lucros ainda não terminou. O volume de negócios somou R$ 9,7 bilhões.

Lá e cá. Ao longo do dia, o mercado dividiu as atenções entre o noticiário dos Estados Unidos e do Brasil. Lá fora, era esperado o discurso da presidente do Federal Reserve. A tensão geopolítica continuou no radar, mas perdeu intensidade em relação à véspera, quando os humores pareciam mais hostis entre Estados Unidos e Coreia do Norte.

Por aqui, o destaque do dia foi a leitura da denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer e dois ministros, que terminou no final da tarde, dando início ao processo de tramitação da peça na Casa.

"A virada no final do pregão esteve relacionada a um ajuste do índice, uma vez que alguns investidores haviam apostado em uma alta maior, que acabou não acontecendo", disse Ariovaldo Ferreira, gerente de renda variável da H.Commcor Corretora.

A alta de 3% dos preços do minério de ferro no mercado à vista chinês foi determinante para a recuperação das ações da Vale e das siderúrgicas, que vinham passando por realização de lucros mais expressiva nos últimos dias. 

Ao final do pregão, Vale ON teve ganho de 1,32%, cotada a R$ 31,50, já distante da máxima do dia, quando chegou aos R$ 31,93 (alta de 2,70%). Usiminas PNA avançou 1,58%, CSN ON subiu 0,96x% e Gerdau PN ganhou 1,28%.

Por outro lado, a queda dos preços do petróleo prejudicou o desempenho das ações da Petrobrás, que terminaram o dia com quedas de 1,10% (ON) e 1,77% (PN). A baixa se estendeu para ações do setor financeiro na última hora de negociação, o que acabou por neutralizar as altas dos setores de mineração e siderurgia. Santander caiu 1,59%, Bradesco ON e PN perderam 0,56% e 0,11%, respectivamente. Já Itaú Unibanco PN e Banco do Brasil ON conservaram altas de 0,19% e de 0,57%.

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