Desaceleração da economia americana assombra os mercados

Balanço Agosto/06 1º- Os Fundos de Renda Fixa puros devem fechar o mês com rendimento bruto na faixa de 1,05 a 1,35%, um pouco acima dos Fundos DI, dependendo também da taxa de administração do fundo. 2º- Os Fundos DI devem fechar o mês com rendimento bruto na faixa de 1,00 a 1,30%, também dependendo da taxa de administração do fundo. 3º- Os Títulos indexados ao IGPM, com o IGPM de agosto apresentando inflação de 0,37%, devem fechar o mês com resultados abaixo dos Fundos de Renda Fixa e DI, com rendimento bruto na faixa de 0,95 a 1,25%, dependendo do prazo do papel. 4º- O Euro, queda de 1,08%. 5º- O Dólar, baixa de 1,42%. 6º- O Ouro queda de 1,80%. 7º- A Bolsa, registrou baixa importante de 2,28%. Em agosto, os eventos no lado externo continuaram a ditar o ritmo dos mercados. A decisão do FED de, por enquanto, manter os juros em 5,25% ao ano foi considerada positiva pelo mercado. Posteriormente, em razão de novos dados indicando desaceleração da economia americana, o pessimismo voltou, afetando o desempenho da maioria das bolsas ao redor do mundo, devido ao receio de uma desaceleração global. Como fatos positivos, podemos citar o cessar-fogo do conflito no Oriente Médio entre Israel e o Hezbollah e o recuo do preço do petróleo. No âmbito interno, as primeiras pesquisas após o início do horário eleitoral, indicando a vitória do Presidente Lula, já no primeiro turno, foi um dos poucos fatos de destaque, embora sem nenhuma relevância para o comportamento dos mercados. A redução de 0,50% ao ano na reunião do COPOM, acima dos 0,25% ao ano esperado pelo mercado, deveria animar o mercado doméstico, melhorando o comportamento da bolsa; por outro lado dados negativos sobre o baixo crescimento do PIB no 2º trimestre contrabalançou o dado positivo da maior redução dos juros . Perspectivas Em setembro, as atenções continuarão voltadas à economia americana, principal fator de influência dos mercados nestes últimos meses, por meio dos seus indicadores de crescimento e inflação. O mercado está muito preocupado com uma possível desaceleração mais forte ou até recessão da principal economia do planeta e sua propagação para as demais economias. No cenário interno, os efeitos positivos da maior redução dos juros na reunião do COPOM, os dados sobre a acentuada desaceleração da economia; e uma possível definição do quadro da corrida presidencial, já no primeiro turno, são os fatores que poderão influenciar os mercados. Os Fundos DI continuam proporcionando excelente juro real bruto, mesmo com o processo de queda dos juros. Em setembro, o rendimento bruto será na faixa de 0,80 a 1,10%, dependendo da taxa de administração do fundo e da ?marcação a mercado?. Os Fundos de Renda Fixa são opções de diversificação para investidores moderados e agressivos. O seu rendimento pode surpreender favoravelmente em relação aos Fundos DI, se a política de redução dos juros implementada pelo Banco Central for mais agressiva do que o mercado espera, ocorrendo o inverso em caso do Banco Central ter uma postura mais conservadora. Este fato ocorreu nesta última reunião do COPOM, quando a redução dos juros foi acima do esperado pelo mercado. O rendimento bruto em setembro deverá ser similar aos Fundos DI, se não houver nenhuma surpresa por parte do Banco Central. Os Títulos Indexados à variação do IGPM continuam como opções de investimento a longo prazo como diversificação de portfólio, pois esses títulos estão rendendo na faixa de 10 a 11% ao ano, mais variação do IGPM. Com o IGPM de setembro apresentando inflação de 0,37%, tiveram resultados abaixo dos Fundos DI e de Renda Fixa. Os Fundos Cambiais (dólar e euro) são boas opções para diversificação de portfólio para investidores com perfil conservador e moderado, com visão de longo prazo, caso o cenário fique mais incerto. Com as recentes quedas apresentam maior potencial de ganho. O ouro teve mau desempenho em agosto, em basicamente razão do recuo do dólar no mercado doméstico. Similar aos fundos cambiais, continua uma opção conservadora atraente para diversificação, devido ao baixo valor do dólar no mercado doméstico e à cotação do ouro no mercado internacional, que ainda está num patamar interessante. A bolsa brasileira teve no mês queda de 2,28%. Consideramos 33.060 pontos o valor justo para Índice Bovespa, ou seja, em termos históricos (1968 até 2006) o valor que não apresenta ágio ou deságio no preço médio das ações. Ao nível atual de 36.232 pontos, o Ibovespa apresenta ágio médio de 9,6%, podendo sofrer correção no curto e médio prazos. As bolsas mundiais, de maneira geral, apresentaram em agosto muita volatilidade. Por estarem, ainda, com preços inflados, poderão sofrer correção no curto e médio prazos. Uma possível desaceleração mais forte do crescimento dos EUA será fator fundamental nesse processo de correção. As opções com maior potencial de retorno são as bolsas do Japão, Áustria, França e Reino Unido (países desenvolvidos) e Malásia, Chile, Singapura e Hong Kong (países emergentes). Os imóveis comerciais mantêm-se a preços históricos baixos, embora continuem a apresentar recuperação de preços com a melhoria nas perspectivas do crescimento econômico. Boa opção para diversificação de portfólio de investidores com perfil conservador e moderado.

Agencia Estado,

01 de setembro de 2006 | 15h05

Tudo o que sabemos sobre:
palavra do gestor

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.