Desafio: Modelo híbrido na educação
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Desafio: Modelo híbrido na educação

Tendência é de que parte das aulas seja oferecida na escola e outra parte em casa

Eduardo Geraque, Media Lab Estadão
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30 de junho de 2020 | 22h03

Em março, a fim de não interromper o ensino de alunos de todas as idades, do ensino básico aos cursos de idioma, as franquias do setor educacional tiveram de fechar para aulas presenciais e mudar radicalmente a rotina. O segmento de educação está entre os mais afetados pela crise, mas muitos têm encontrado saídas para manter a operação e não perder alunos.

Na Maple Bear, rede de escolas bilíngues do ensino infantil ao médio, o trabalho de bastidores foi grande. “Por termos escolas na Ásia, a gente começou a acompanhar todo o processo bem antes, quando eles entraram em lockdown, no fim de janeiro”, diz Arno Krug Junior, CEO da marca no Brasil. Quando a onda chegou, em meados de março, o grupo reestruturou aulas, ativou plataformas online e em questão de dias passou a operar nessas novas bases. “Investimos até R$ 8 milhões em tecnologia para auxiliar os franqueados”, diz o executivo. O grupo se considera preparado para o modelo híbrido que deve prevalecer nos próximos meses. “O vai e volta entre a escola e as aulas online certamente será a característica deste ano”, diz Krug Junior.

A curva de aprendizado montada pela Maple Bear, com base na diversidade de situações coletadas nos Estados brasileiros onde a marca está presente, mostra que os franqueados têm acesso a soluções de acordo com as medidas de restrição impostas pelos governos estaduais por causa da pandemia. “A planilha tem os caminhos desde a educação 100% online até a outra ponta, quando chegar o momento.”

Criada em 2018 e voltada aos públicos B e C, a Luminova também se prepara para mesclar aulas presenciais e online, potencializando metodologias e tecnologias já adotadas. “Buscamos entender as diferenças entre os alunos e as famílias quanto à necessidade de frequentar a escola presencialmente”, diz Nathan Schmucler, diretor-geral do grupo. “Além disso, estamos olhando oportunidades neste momento difícil e continuaremos investindo no modelo de franquia e na abertura de novas escolas em 2021.”

As unidades, uma em Sorocaba e três na capital paulista, não pararam. “O momento fez com que as famílias estivessem ainda mais próximas de nós, conhecendo melhor as plataformas tecnológicas que foram essenciais para suportar a aprendizagem a distância, sem nenhuma pausa neste período”, diz Schmucler.

Palavra de franqueado 1

A rede de ensino de idiomas CNA determinou a suspensão das aulas e o fechamento de todas as escolas logo no início da pandemia no Brasil. Mais de 600 franqueados interromperam as atividades. Com autorização da marca, Guilherme Gaspar – dono de duas unidades no interior de Minas Gerais – desenvolveu um plano de aulas online em execução desde 16 de março. Segundo o empresário, a estratégia deu certo e nenhum estudante se desligou dos cursos.

Palavra de franqueado 2

Ivan Gavioli do Nascimento é franqueado da Park Idiomas, rede mineira com 80 unidades no Brasil. Ele conta que foi de um dia para o outro literalmente que, com apoio da franqueadora, foi possível oferecer aos alunos o tutorial para baixar e usar o aplicativo de ensino remoto. Todos os educadores passaram por um treinamento. “Fechamos as portas numa segunda e na terça demos aulas online para 100% das turmas”, diz Nascimento.

 

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