Desanimadas com Congresso, Bolsas de NY fecham em queda

As Bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 15, após uma sessão volátil e sem solução para o impasse orçamentário nos Estados Unidos. A Câmara e o Senado trabalham com planos diferentes para elevar o teto da dívida e reabrir o governo federal e, portanto, parecem distantes de um acordo.

Agencia Estado

15 de outubro de 2013 | 18h09

O índice Dow Jones perdeu 133,25 pontos (0,87%), fechando a 15.168,01 pontos. O S&P 500 teve queda de 12,08 pontos (0,71%), encerrando a 1.698,06 pontos. O Nasdaq recuou 21,26 pontos (0,56%), terminando a sessão a 3.794,01 pontos.

As negociações no Senado dos EUA foram suspensas enquanto a Câmara trabalha em um projeto Separado. Os líderes do Senado davam os toques finais em um plano bipartidário que eleva o teto da dívida até 15 de fevereiro, os republicanos da Câmara passaram a considerar uma nova iniciativa, que evita um calote, mas acrescenta termos que sofrem a oposição de democratas e da Casa Branca.

De acordos com fontes, o projeto republicano financiaria o governo até 15 de dezembro e o limite legal de endividamento seria elevado até 7 de fevereiro. O projeto também suspenderia temporariamente a capacidade do Tesouro de adotar manobras contábeis para impedir que o teto da dívida seja atingido. Entretanto, não estariam previstas mudanças na reforma da saúde do governo Barack Obama que os republicanos estavam exigindo antes, como a suspensão de um novo imposto sobre equipamentos médicos ou a verificação de renda para beneficiários do seguro saúde.

"Na medida em que nos aproximamos do prazo, o mercado fica mais nervoso", disse Ryan Larson, trader da RBC Global Asset Management in Chicago. Segundo o Tesouro, os EUA atingirão o teto da dívida na quinta-feira, 17.

Os investidores estão mais frustrados, porque a primeira paralisação do governo dos EUA em 17 anos continua após ter chegado ao 15º dia.

Mesmo com as perdas deste pregão, investidores e traders afirmam que não acreditam em um calote da dívida norte-americana. "A maioria das pessoas no mercado acredita que, ao nos aproximarmos do último minuto, eles encontrarão uma forma de chegar a um acordo", disse Larson.

O único indicador divulgado mais cedo mostrou que o índice Empire State de atividade industrial na região de Nova York caiu para 1,52 em outubro, de 6,29 em setembro. O resultado ficou bem abaixo da previsão de queda para 5,5.

Duas autoridades do Federal Reserve discursaram, mas não mexeram com os mercados. O presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, descartou uma redução das compras de bônus na reunião de outubro, em função do momento atual, enquanto o dirigente da distrital de Nova York, William Dudley, disse que o tamanho do balanço do Fed aumenta seu compromisso em manter a inflação sob controle ao mesmo tempo em que desencoraja um aumento prematuro dos juros. Somente Dudley tem poder de voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) este ano, mas Fisher votará em 2014.

No noticiário corporativo, a temporada de balanços alcançou pleno vapor. As ações do Citigroup caíram 1,49% após o banco ter registrado lucro de US$ 3,23 bilhões no terceiro trimestre deste ano, abaixo do esperado.

Dos resultados de componentes do Dow Jones, a Coca-Cola recuou 0,66% depois de reportar lucro líquido de US$ 2,45 bilhões no terceiro trimestre deste ano, em linha com as expectativas. Já a Johnson & Johnson fechou com alta de 0,14% após seu lucro líquido superar as estimativas do mercado e crescer para US$ 2,98 bilhões no terceiro trimestre.

Depois do fechamento, a Intel Corp. - também componente do Dow - anunciou um lucro líquido de US$ 2,95 bilhões no terceiro trimestre, acima do esperado por analistas, enquanto o Yahoo! reportou queda de 91% no lucro líquido do período, para US$ 296,7 milhões. Na sessão regular, as ações da Intel caíram 0,26% e as do Yahoo! recuaram 1,82%.

Na Europa, a Bolsa de Londres fechou em alta de 0,64%, Frankfurt ganhou 0,92% e Paris avançou 0,78%. O mercado acionário europeu recebeu apoio de um dado positivo e de um leilão da Espanha com boa demanda. O índice de expectativas econômicas na Alemanha medido pelo instituto ZEW, que é uma sinalização do sentimento do investidor para os próximos seis meses, subiu para 52,8 em outubro, de 49,6 em setembro, superando a previsão de manutenção do índice em 49,6. Fonte: Dow Jones Newswires.

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