Desemprego nos EUA deve atingir 8,5% este ano, diz Logan

Taxa subiu para 7,6% em janeiro; 'claramente a recessão está ficando cada vez pior', afirma o economista

Luciana Xavier e Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

06 de fevereiro de 2009 | 16h18

A taxa de desemprego nos Estados Unidos poderá chegar a 8,5% ainda este ano, na avaliação do economista do Dresdner em Nova York, Kevin Logan. "Claramente a recessão está ficando cada vez pior. As pessoas estão muito mais pobres do que eram há um ano. Trata-se de uma recessão profunda que irá durar por muitos meses", afirmou, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo.    Ouça a entrevista   A taxa de desemprego nos EUA subiu para 7,6% em janeiro, atingindo o maior nível desde setembro de 1992. Analistas previam uma alta na taxa para 7,5% em janeiro e existem projeções no mercado de desemprego em 9% nos próximos meses. Já o número de demissões nos EUA atingiu 598 mil em janeiro, o maior desde dezembro de 1974 e acima dos 525 mil previstos pelos economistas. Para o economista, tanto a perda de vagas como o congelamento nas novas contratações preocupam.   "A economia vai continuar a se contrair na primeira metade do ano, o nível de emprego vai cair mais e o desemprego vai aumentar", disse. Ele espera uma contração de 3% a 4% da economia no primeiro semestre.   Logan não se mostrou entusiasmado com o possível impacto sobre a economia do pacote de estímulo do presidente dos EUA, Barack Obama, que está em discussão no Senado. "Não espero muito do pacote. Até porque só veremos os efeitos das medidas em 2010", avaliou.   O economista reconheceu que no âmbito da política monetária acabou o espaço de atuação do Federal Reserve (Fed) no momento. Mas elogiou o agressivo processo de afrouxamento monetário que colocou a taxa de juro praticamente em zero. "É isso que está mantendo os bancos vivos", disse.

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