Desequilíbrio na oferta leva cobre a recorde de US$ 7 mil

O contrato do cobre para três meses superou US$ 7.000,00 a tonelada na London Metal Exchange (LME) pela primeira vez nesta terça-feira, chegando a US$ 7.005,00 a tonelada, nova máxima histórica durante o pregão. Nesse nível, o contrato registrava alta de US$ 217 (ou 3,2%) no dia. "Este movimento era previsto e inevitável. Se fecharmos com o cobre acima de US$ 7.000,00 a tonelada, haverá sustentação para o metal continuar subindo", disse o analista de metais básicos Robin Bhar do UBS. Operadores disseram que os fundos norte-americanos estiveram na ponta de compra nesta manhã em Londres. No pregão eletrônico da Comex, em Nova York, o contrato de maio também estabeleceu nova máxima histórica, a US$ 3,2150 por libra peso. Na Bolsa de Futuros de Xangai, o contrato de julho do cobre atingiu 64.400,00 yuans a tonelada, depois de ordens "stop-loss" (prevenção contra prejuízos) terem sido acionadas. Fechou em alta de 1.700 yuans, a 63.850,00 yuans a tonelada métrica. O cobre subiu de US$ 6.000,00 para US$ 7.000,00 em Londres em apenas seis dias, enquanto levou três meses para sair de US$ 5.000,00 e chegar em US$ 6.000,00 a tonelada. Para subir de US$ 3.000,00 para US$ 4.000,00 a tonelada foram necessários 20 meses. As atuais condições de desequilíbrio entre a oferta e a demanda são apontadas como um dos motivos para a rápida aceleração do metal, assim como o grande aumento de recursos investidos. O mercado é sustentado ainda por uma greve na mina La Caridad, do Grupo Mexico, a qual obrigou o grupo a declarar força maior para os embarques de cobre e de minério de ferro. Também, há ameaça de greve na mina de Lomas Bayas, do Falconbridge. O níquel também renovou a máxima histórica para US$ 19.750,00 a tonelada, alta de 2% em relação ao fechamento de ontem. Segundo operadores, os investidores buscam o patamar de US$ 20.000,00. Ouro e prata O ouro opera em alta no mercado à vista e futuro, embora não em ritmo tão acelerado quanto o dos preços do cobre. De acordo com agentes do mercado, os fatores que orientam as compras no mercado de metais preciosos são diferentes dos que favorecem o movimento no mercado de metais básicos e de energia. De acordo com eles, o sentimento no mercado de metais preciosos permanece frágil, em decorrência da realização recente. Às 8h01 (de Brasília), o contrato de junho do ouro subia 0,96% para US$ 629,90 a onça-troy no pregão eletrônico da Comex, abaixo da máxima durante as negociações de hoje, de US$ 631,40 a onça-troy. A prata para maio subia 5,22% para US$ 12,39 a onça-troy, também abaixo da máxima a US$ 12,50 a onça-troy. O ouro à vista subia 1,17% para US$ 626,85 a onça-troy. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 08h27

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