Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Dilma espera UE concluir consultas para proposta de acordo com o Mercosul

Agora à frente do bloco, a presidente defendeu integração entre os países para investimentos 

Igor Gadelha , O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2014 | 16h23

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 17, que está esperando apenas a União Europeia concluir suas consultas internas para definir a data da troca das respectivas propostas de acordo com o Mercosul. 

Em sua fala durante a cerimônia de posse pro tempore do bloco, na cidade de Paraná, na Argentina, ela afirmou ainda que vai trabalhar para acelerar acordos de complementação econômica com Chile, Equador, Colômbia e México, "intensificando o proveitoso diálogo a ser desenvolvimento com a Corrente do Pacífico".

"Muitos diziam que o Mercosul seria incapaz de construir acordos comuns com a União. Pois fomos. Cabe agora a Bruxelas concluir suas consultas internas para definir a data da troca das respectivas propostas, uma vez que não se entrega proposta de forma unilateral", afirmou.

Dilma defendeu que é preciso transformar o bloco em um espaço em que os países possam compartilhar infraestrutura, bem como reforçar as relações comerciais e de investimentos. Entre as ações prioritárias, defendeu a integração na área de infraestrutura e discussões para "diversificar nossa produção e agregar valor". 

A presidente defendeu ainda como "ponto fundamental" durante sua gestão à frente da presidência do bloco a renovação do Fundo para Convergência Estrutural e Fortalecimento do Mercosul (Focem), que acaba em 2015. 

De acordo com ela, o fundo tem 45 projetos, que somam US$ 1,450 bilhões, financiando iniciativas de várias áreas dos países integrantes do bloco, como energia, infraestrutura, habitação, "com resultado direto na melhoria de vida da população". 

"O Brasil espera e tem certeza de que, até o fim de 2015, possamos renovar e fortalecer o Focem, ferramenta essencial para integração e redução das assimetrias entre nossas economias e países", disse a presidente.

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