DIs abrem em viés de baixa acompanhando o dólar

No mercado de juros futuros, as taxas exibem viés de baixa, acompanhando o movimento de queda do dólar ante o real e também os juros dos Treasuries. Por volta das 9h30, na BM&FBovespa, o DI para janeiro de 2016 tinha taxa de 11,56%, de 11,61% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2017 estava em 11,73%, de 11,77% no ajuste ao final da semana passada, e o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 11,64%, de 11,68% após ajuste de sexta-feira. No mercado de balcão, o dólar à vista caía 0,09%, a R$ 2,3360. O juro da T-note de 10 anos recuava a 2,606%.

ANA LUÍSA WESTPHALEN, Estadão Conteúdo

15 de setembro de 2014 | 10h17

No exterior, o sentimento é de cautela na esteira de dados ruins de produção industrial e de vendas no varejo na China divulgados no fim de semana e também diante de expectativas pela reunião de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira, 17. A produção industrial chinesa desacelerou para 6,9% em agosto ante o mesmo mês do ano passado, o que representa uma forte desaceleração da alta de 9,0% registrada em julho, na mesma base de comparação. Trata-se da menor expansão da indústria do gigante emergente desde a crise financeira de 2008. Já as vendas no varejo chinês subiram 11,9% em agosto, em base anual, também desacelerando-se do crescimento de 12,2% observado em julho, na mesma base de comparação.

Voltando ao cenário doméstico, na última hora, o Boletim Focus trouxe uma nova revisão nas previsões para o PIB brasileiro. Os analistas consultados reduziram de 0,48% para 0,33% a previsão de expansão da economia em 2014. Para 2015, a projeção caiu de 1,10% para 1,04%. Sobre a inflação oficial, os profissionais do mercado mantiveram em 6,29% a estimativa para a alta do IPCA neste e no próximo ano. As expectativas de manutenção da taxa Selic no atual nível até o fim do ano também foram mantidas, mas a previsão para o juro básico no ano que vem caiu de 11,63% para 11,50%. Para a taxa de câmbio, houve reduções nas previsões, seja para 2014 ou para 2015, com o dólar encerrando em R$ 2,30 (de R$ 2,33) e em R$ 2,45 (de R$ 2,49) nesses períodos, respectivamente.

Mais cedo, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cortou drasticamente a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2014 e agora prevê uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do País neste ano é de apenas 0,3%, de +1,8% na estimativa feita há quatro meses. A redução de 1,5 ponto porcentual na previsão para o crescimento brasileiro foi o maior corte feito pela entidade que atualizou as perspectivas das 11 maiores economias do mundo no relatório divulgado esta manhã. Para 2015, as estimativas da OCDE para o Brasil também pioraram. A previsão para o crescimento da economia brasileira diminuiu de 2,2% para 1,4%.

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