DIs abrem perto da estabilidade

No mercado de juros, as taxas iniciaram a sessão desta segunda-feira, 26, niveladas aos ajustes da última sexta-feira, 23, ainda sem viés para o dia. A abertura em baixa dos negócios com dólar ante o real pode influenciar no comportamento dos contratos de depósito interfinanceiro (DIs), mas os investidores tendem a manter um ritmo de compasso de espera devido ao feriado de Memorial Day nos EUA, o que retira a referência para o mercado de bônus. Nesta semana de Comitê de Política Monetária (Copom), os agentes fazem os ajustes finais à decisão do BC, mas a aposta é que a taxa básica de juros (Selic) seguirá nos atuais 11% em maio, interrompendo o ciclo de aperto iniciado em abril de 2013.

ANA LUÍSA WESTPHALEN, Agencia Estado

26 de maio de 2014 | 10h17

Às 9h22, na BM&FBovespa, o DI para janeiro de 2015 estava em 10,89%, no nível do ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2016 projetava taxa de 11,54% e o contato para janeiro de 2017, de 11,81%, ambos iguais ao ajuste anterior. Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) perdeu força em todas as sete capitais pesquisas na terceira leitura deste mês, ante a prévia anterior.

Na pesquisa Focus, do Banco Central, o mercado financeiro elevou a previsão de alta do IPCA em 2014 e encostou a estimativa para o teto da meta oficial de inflação, passando de 6,43% para 6,47%. Para 2015, a projeção do IPCA seguiu em 6,00%. Já a previsão para a taxa Selic seguiu em 11,25% neste ano, o que ainda vislumbra um aumento de 0,25pp no juro básico até dezembro, mas reduziu de 12,25% para 12% a carga total de aperto monetária prevista para 2015. Em relação ao crescimento econômico, os analistas consultados pelo BC elevaram a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, de 1,62% para 1,63%, mas reduziram a previsão para o PIB em 2015, de 2,00% para 1,96%.

No exterior, apesar do feriado nos EUA e no Reino Unido, o noticiário político é agitado, com destaque para o desfecho das eleições para o Parlamento Europeu e na Ucrânia no fim de semana. Apesar do avanço de partidos de extrema direita, anti-União Europeia e contrários às medidas de austeridade ganharem força no pleito, os partidos pró-UE ainda foram maioria. Já na Ucrânia, a vitória deve ficar com o bilionário Petro Poroshenko, que é anti-Moscou. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem afirmado que respeitará o que for decidido nas urnas.

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