DIs aguardam fala de Tombini para definir direção

Os mercados melhoraram o humor com o discurso do presidente da Russa, Vladimir Putin, que disse que o país está "propondo cooperação com a Ucrânia" e que o Kremlin "respeita a integridade territorial da Ucrânia". "Não queremos dividir a Ucrânia, mas a Crimeia pertence à Rússia", afirmou. Ele pediu ainda apoio do Parlamento à anexação da Crimeia, aprovada no fim de semana em referendo nesta região.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agencia Estado

18 de março de 2014 | 10h05

Apesar de se mostrar mais tranquilo em relação às tensões envolvendo países ocidentais e a Rússia por causa da Crimeia, o investidor deve manter a cautela nesta terça-feira. Até porque há a expectativa com a reunião de política monetária do Federal Reserve, a primeira com Janet Yellen à frente da instituição.

O mercado de juros doméstico, por sua vez, abriu pressionando as taxas para cima. Os motivos, segundo fontes da área de renda fixa, são a imprevisibilidade quando aos impactos da crise energética na inflação - notícia de reajuste na eletricidade de 17,8% a partir de 2015 - e a alta de preços corrente. Segundo uma fonte, o IPCA ponta, calculado pela FGV, mostrou nova aceleração, para 1,15%, de 1,01%, de sábado, 15, para a segunda-feira, 17. Alimentação e bebidas saiu de 2,14% para 2,42%. A atividade econômica melhor que o esperado ajuda a sustentar o viés de alta.

O investidor também deve esperar pela fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para confirmar esta direção. Será a partir das 11 horas, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Às 9h24, o DI para janeiro de 2015 exibia taxa de 11,18%, ante 11,15% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 apontava em 12,63%, ante 12,57% no ajuste de ontem.

Os juros futuros não reagiram à notícia de que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado FGV, subiu em todas as sete capitais pesquisadas na segunda quadrissemana de março em relação à anterior, com alta de 0,71% para 0,84%. Já a notícia de que a receita bruta do setor de serviços subiu 9,3% em janeiro ante igual mês de 2013 favorece o viés de alta das taxas futuras. O emprego na indústria ficou estável na passagem de dezembro de 2013 para janeiro de 2014, na série livre de influências sazonais. Na comparação com janeiro do ano passado, o emprego industrial apontou uma queda de 2% no primeiro mês de 2014.

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