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DIs focam inflação e exterior e voltam a cair

 Piora no cenário externo corrobora com queda do juros

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2011 | 16h54

Como o IPCA-15 de dezembro, com alta de 0,56% ante 0,46% no mês anterior, não trouxe surpresas e, muito menos, permitiu aos analistas cravar se a inflação oficial irá ou não estourar o teto da meta, o mercado de juros futuros buscou outros argumentos para mover-se hoje. O arrefecimento do IPCA ponta na coleta diária da Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi um dos itens que contribuiu para a devolução de prêmios nas taxas mais curtas. Além disso, a nova piora externa corroborou a queda, uma vez que o empréstimo elevado do Banco Central Europeu (BCE) para instituições da região levou os agentes a projetarem que a situação do crédito na região pode ser pior do que se previa inicialmente.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (272.870 contratos) cedia a 9,83%, de 9,88% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com movimento de 169.185 contratos, recuava a 10,23%, de 10,29% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o movimento foi marginal. O DI janeiro de 2017 (33.445 contratos) estava em 10,88%, de 10,91% ontem, e o DI janeiro de 2021 indicava 11,09%, de 11,11% no ajuste.

O resultado do IPCA-15 deste mês veio em linha com a mediana encontrada pelo AE Projeções, pressionado, principalmente, pelo grupo Alimentação e Bebidas, que subiu de 0,77% no IPCA-15 de novembro para 1,28% no indicador divulgado hoje. Por isso, ao que tudo indica, o rumo deste grupo no restante de dezembro será crucial para o IPCA fechado no mês, a ser conhecido no começo de janeiro. Também por isso, foi importante a desaceleração do dado divulgado pela FGV. Segundo uma fonte que teve acesso ao levantamento, o IPCA ponta subiu 0,37% ontem, ante 0,44% no dia anterior. O grupo Alimentação e Bebidas mostrou taxa de 1,10% ontem, de 1,17% na segunda-feira. Vale destacar que os núcleos do IPCA-15 também vieram pressionados e até acima das projeções. Agora, os analistas aguardam o último Relatório Trimestral de Inflação, que será conhecido amanhã.

No exterior, a atenção dos investidores se concentrou no BCE. Quando a autoridade monetária europeia anunciou que faria uma oferta de liquidez de longo prazo, a reação dos agentes foi positiva. Mas o entusiasmo rapidamente deu lugar a preocupações com a saúde dos bancos, visto que o volume de 489,191 bilhões de euros alocados na primeira de duas operações de liquidez de longo prazo esperadas, superando as expectativas da maior parte dos analistas, foi considerado como um sinal de que a saúde dos bancos é grave e que as instituições esperam que outras fontes de financiamento continuarão apertadas durante 2012. Com isso, as bolsas passaram a cair e o dólar se fortaleceu.

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