DIs ignoram exterior, têm correção técnica e sobem

Investidores reduziram suas apostas diante da expectativa inalterada para a Selic no Focus 

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

23 de abril de 2012 | 16h51

Em uma semana que terá agenda cheia, o mercado de juros futuros passou por uma correção de alta nesta segunda-feira, após a devolução de prêmios consistente originada pelo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada e alimentada pelos rumores sobre mudanças nas regras da caderneta de poupança. Nesta segunda-feira, porém, com a expectativa inalterada para a Selic no Focus e às vésperas do IPCA-15 de abril, os investidores em juros reduziram um pouco as apostas em torno da intensidade do afrouxamento monetário e trabalham com um corte adicional de 0,25 ponto porcentual para a taxa básica, que ficaria em 8,75% - patamar idêntico ao mínimo histórico.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (337.095 contratos) subia para 8,45%, de 8,39% no ajuste. O DI janeiro de 2014, com giro de 260.260 contratos, marcava 8,95%, de 8,89% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (36.970 contratos) indicava 10,16%, de 10,18% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2021 (2.110 contratos) apontava 10,71%, de 10,72%.

O ata em que o Banco Central explica sua última decisão, quando a Selic foi reduzida de 9,75% para 9% ao ano, sai na quinta-feira e poderá minimizar as incertezas em relação à estratégia de política monetária. Antes, nesta terça-feira, a atenção se volta para o IPCA-15.

Nesta segunda-feira, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ficou em 0,57% na terceira quadrissemana de abril, a mesma registrada na segunda leitura do mês. Ainda por aqui, o Focus não trouxe mudançaS importantes nas expectativas. A mediana das projeções para o IPCA neste ano seguiu em 5,08%, e a Selic para maio se manteve em 9% pela sexta semana consecutiva.

Não fosse o movimento técnico na curva a termo e o dia poderia ser de nova devolução de prêmios. Isso porque os negócios no exterior começaram a semana cercados de pessimismo. A atividade privada da zona do euro teve em abril a maior contração desde novembro. O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro preliminar de abril caiu para 47,4, de 49,1 em março.

Ainda no Velho Continente, o Banco Central da Espanha informou em seu relatório mensal que a economia do país teve contração de 0,4% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o quarto trimestre do ano passado. Como no fim do ano passado o PIB espanhol já havia recuado na comparação trimestral, o país entra oficialmente em recessão - a segunda em três anos.

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