DIs oscilam após resultado de vendas no varejo

O mercado doméstico dá início às negociações digerindo o decepcionante desempenho das vendas no varejo em junho, que coloca pressão de baixa nos juros futuros. Afinal, o fraco indicador desta quinta-feira, 14, eleva os temores de contração do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. Por outro lado, as especulações em torno da disputa presidencial, após a trágica morte do candidato Eduardo Campos (PSB), tendem a exercem pressão contrária, o que deve garantir uma sessão bem volátil nesta quinta-feira.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Estadão Conteúdo

14 de agosto de 2014 | 10h01

As vendas no varejo caíram 0,7% em junho ante maio, ficando no piso do intervalo das previsões (-0,70% a +0,90%) e subiram 0,8% na comparação anual, também no piso das estimativas (+0,80% a +4,80%). No varejo ampliado, a queda foi de 3,6% em junho ante maio e maior do que se esperava (-3,00% a +0,20%), enquanto no confronto anual, o tombo de 6,1% nas vendas, também frustrou ainda mais as estimativas (-0,20% a -4,30%).

Às 9h35, o DI para janeiro de 2017, o mais negociado, tinha taxa de 11,66%, de 11,68% no ajuste de ontem; e o DI para janeiro de 2021 estava em 11,93%, nivelado ao ajuste de ontem.

No front político, a ansiedade está em saber se Marina Silva, candidata à vice-presidente na chapa de Campos, assumirá seu lugar. Nesse caso, analistas avaliam que isso aumentaria a chance de um segundo turno. O PSB tem dez dias para indicar seu novo candidato. As atenções também estarão nas pesquisas eleitorais coletadas após a morte de Campos.

O Datafolha já registrou pesquisa na qual inclui Marina Silva entre os candidatos e os pesquisadores começam a ir a campo amanhã. O Instituto cancelou ontem a divulgação das pesquisas de intenções de votos para presidente na coleta regional, que estava em andamento. Agora, o instituto vai informar apenas os números para governador e postos estaduais.

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