DIs oscilam perto da estabilidade na abertura

O mercado de juros futuros começa a sessão na expectativa pela agenda econômica da semana, com as taxas rondando os níveis dos ajustes na última sessão. Enquanto os vencimentos mais curtos estão praticamente estáveis, sem viés definido, os vértices mais longos exibem ligeira alta, em um movimento influenciado pelos ganhos do dólar ante o real e também pelo avanço do juro dos Treasuries. Entre os destaques desta semana, estão a decisão de política monetária do Federal Reserve, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no segundo trimestre e o relatório oficial de emprego em junho (payroll).

ANA LUÍSA WESTPHALEN, Agência Estado

28 de julho de 2014 | 10h21

Por volta das 9h25, o DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 10,77%, na mínima e no mesmo nível do ajuste de sexta-feira; o DI para janeiro de 2017 estava em 11,26%, de 11,24% no ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 11,55%, de 11,51% ao final da semana passada.

Em Nova York, os juros dos Treasuries operam em alta antes de leilões marcados para esta semana, de um total de US$ 100 bilhões de títulos do Tesouro dos EUA. Hoje, US$ 29 bilhões de papéis de dois ano serão vendidos, com resultado previsto para as 14 horas. Às 9h30, o juro da T-note de 2 anos subia levemente a 0,488% e da T-note de 10 anos avançava a 2,479%.

Outro fator que mantém os mercados na defensiva é a tensão no leste europeu, após a União Europeia (UE) estender as sanções impostas contra a Rússia e depois de os EUA mostrarem foguetes sendo disparados de território russo para a fronteira com a Ucrânia. Na Faixa de Gaza, Israel e Hamas passaram o fim de semana ensaiando um cessar-fogo, mas os ataques prosseguem na região, embora tenham diminuído após o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) clamar por um "imediato e incondicional cessar-fogo humanitário".

Nos mercados acionários internacionais, os índices futuros das bolsas de Nova York operam perto da estabilidade nesta manhã, com investidores na defensiva diante da agenda carregada desta semana nos EUA. Na Europa, as principais praças acionárias tentam se firmar no terreno positivo, mas hesitam em meio à cautela nos eixos geopolíticos no leste ucraniano e na Faixa de Gaza. Por aqui, o Ibovespa Futuro aponta para uma abertura no positivo, em alta de 0,31%, aos 58.400 pontos.

Voltando ao cenário doméstico, mais cedo o Banco Central publicou a Pesquisa Focus, na qual os analistas revisaram para baixa a estimativa de alta do IPCA neste ano, passando de 6,44% para 6,41%, e reduziram ainda mais a projeção de expansão do PIB em 2014, de 0,97% para 0,90%. Para o ano que vem, a mediana das estimativas para a inflação oficial subiu de 6,12% para 6,21%. Já as previsões para o PIB em 2015 e para a Selic neste e no próximo ano foram mantidas.

Entre os indicadores conhecidos nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) subiu 0,80% em julho, desacelerando-se da alta de 1,25% registrada em junho. A taxa ficou dentro do intervalo das estimativas coletadas pelo AE Projeções, de 0,50% a 0,86%, mas acima da mediana, de 0,72%. Até julho, o INCC-M acumula altas de 5,56%% no ano e de 7,22% em 12 meses.

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