DIs perdem força com resultado da arrecadação da RF

O viés de alta dos juros futuros, que era registrado em linha com o dólar e em meio aos números da pesquisa eleitoral, perdeu força após os números de arrecadação de junho, acima da mediana das estimativas. A arrecadação somou R$ 91,387 bilhões, ficando acima da mediana estimada, de R$ 90,228 bilhões.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agência Estado

23 de julho de 2014 | 10h09

Apenas a taxa mais longa, para janeiro 2021, mantinha sintonia com o dólar, refletindo também a pesquisa Ibope. O levantamento mostrou que as intenções de voto na petista oscilaram de 39% em junho para 38% agora, enquanto o senador Aécio Neves (PSDB), oscilou de 21% para 22%, no mesmo período. Em um segundo turno, Dilma tem 41% contra 33% de Aécio, o que representa um cenário mais apertado ante o levantamento do início de junho, quando a petista tinha 43% e o tucano, 30%.

O DI para janeiro de 2017, o mais negociado, tinha taxa de 11,04%, de 11,05% no ajuste de terça-feira, 22. O DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 10,70%, na mínima, de 10,72% no ajuste de terça-feira, 22. O DI para janeiro de 2016 exibia taxa de 10,86%, de 10,90% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2021 estava em 11,39%, de 11,36% no ajuste de ontem.

No exterior, o sinal de alerta para o cenário geopolítico voltou a acender há pouco com a notícia, que levou os juros dos Treasuries às mínimas, de que separatistas pró-Rússia abateram dois caças ucranianos nesta quarta-feira sobre uma cidade próxima do local da queda do avião da Malaysia Airlines na semana passada, segundo um porta-voz do Ministério da Defesa ucraniano. Perto das 9h30, o juro da T-note de 2 anos recuava a 0,467% e da T-note de 10 anos cedia a 2,460%

Mais cedo, o Tesouro Nacional anunciou a emissão externa do bônus global 2045. A operação vai envolver um gerenciamento do passivo externo, com a recompra de bônus em dólares que já estão no mercado, e o objetivo da operação é melhorar a eficiência da curva de juros da dívida em dólar.

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