DIs se ajustam ao PIB e alta da Selic a 10,75%

Com a decisão do Copom de elevar a Selic em 0,25 ponto porcentual ainda ecoando no mercado doméstico, o investidor agora digere as altas do Produto Interno Bruto (PIB) no 4º trimestre e em 2013, que superaram as medianas das estimativas. Os juros futuros se ajustam para baixo nesta quinta-feira, 27, com a alta menor da taxa básica, mas esse movimento é limitado pela melhora do PIB.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agencia Estado

27 de fevereiro de 2014 | 10h04

A economia brasileira cresceu 2,3% em 2013 e 0,7% no 4º trimestre do ano passado. O número do 4º trimestre em relação ao trimestre anterior veio acima do teto das estimativas (estável a +0,55%) e o resultado do ano ficou no teto das projeções (2,07% a 2,30%). Logo mais, às 11 horas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, comenta o PIB e pouco antes, às 10 horas, a presidente Dilma Rousseff participa de evento para entrega de diplomas para formandos do Pronatec e é provável que também comente o resultado.

Além disso, a inflação medida pelo IGP-M desacelerou de 0,48% em janeiro para 0,38% em fevereiro, ficando dentro do intervalo das estimativas (de 0,23% a 0,44%) e acima da mediana de (0,31%). No ano, o IGP-M acumula alta de 0,87% e de 5,76% em 12 meses.

Às 9h15, o DI para janeiro de 2015 estava em 10,97%, ante 11,02% no ajuste de quarta-feira, 26. O DI para janeiro de 2017 exibia taxa de 12,09%, ante 12,11% no ajuste de ontem. Nessa quarta-feira, o Copom reduziu o ritmo de aperto monetário e subiu a taxa básica de juros para 10,75% ao ano, como era esperado, o mesmo nível em que estava no início da gestão Dilma, em 2010, e deixou em aberto a possibilidade de novas altas.

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