DIs sobem com IBC-Br divulgado pelo Banco Central

IBC-Br, considerado um dado referencial do Produto Interno Bruto, registrou em janeiro queda de 0,13%

Alessandra Taraborelli, da Agência Estado,

26 de março de 2012 | 17h13

As taxas futuras de juros reduziram um pouco os ganhos verificados pela manhã, mas ainda encerraram acima dos fechamentos da sexta-feira. Pela manhã, o movimento foi embalado pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) menor, pela expectativa de possível reajuste no preço dos combustíveis e também por um ambiente externo mais positivo.

Na BM&F, ao término da sessão normal, o DI janeiro de 2013 (59.668 contratos) estava em 8,94% de 8,92% na sexta-feira, enquanto o DI janeiro 2014 (221.730 contratos) subia de 9,54% na sessão anterior para 9,58% hoje. O DI janeiro 2017 (27.263 contratos) estava em 10,74%, ante 10,73%. Já o DI janeiro 21 (500 contratos) ficou em 11,22%, ante 11,20% da sessão anterior

Segundo o gerente de renda fixa de uma corretora, embora o noticiário tenha sido favorável, não sustentou o movimento verificado pela manhã. "As notícias são positivas e o investidor sempre realiza a operação para depois avaliar. Por isso, é razoável (a taxa projetada) devolver um pouco agora (à tarde)", disse a fonte.

O IBC-Br, que é considerado um dado referencial do PIB, registrou em janeiro queda de 0,13% ante dezembro do ano passado, na série com ajuste sazonal. Segundo levantamento do AE Projeções, as estimativas para o dado sazonalmente ajustado variaram de -1,20% a +0,30%. A partir deste intervalo, a mediana encontrada ficou negativa em 0,50%.

No caso dos combustíveis, em entrevista ao Grupo Estado, no fim de semana, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que a nova presidente da Petrobras, Graça Foster, já pediu ao governo para aumentar o preço dos combustíveis. Mas o mesmo governo que passou 2011 só dizendo não ao antecessor Sérgio Gabrielli, de forma categórica, agora está "responsavelmente analisando esta questão". Já em uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, a presidente da Petrobras admitiu que os preços dos combustíveis deverão subir nos próximos meses. "Eu não quero antecipar prazo, se é daqui a três, daqui um mês", disse.

No exterior, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que estaria aberta a um aumento no fundo de resgate da zona do euro - uma mudança no ponto de vista alemão. Nos EUA, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, constatou que houve uma melhora no mercado de trabalho no país. Em contrapartida, foi cauteloso ao observar que há questionamentos sobre se a queda recente na taxa de desemprego seria sustentável. As declarações revigoraram a ideia de que novas medidas de afrouxamento quantitativo não estão totalmente descartadas, o que deu impulso às ações e aos ativos mais arriscados.

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