DIs sobem em movimento de ajuste técnico

No mercado de juros futuros, as taxas exibem viés de alta, ajustando-se às quedas recentes na semana passada. Diante desse movimento mais técnico, o cenário internacional, onde os preços dos Treasuries são impulsionados pelo aumento da tensão no Iraque, e doméstico, com os índices de preços mais comportados, acabaram relegados. Às 9h25, o DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 10,80%, na máxima e nivelada ao ajuste de sexta-feira, 13; o DI para janeiro de 2017 projetava taxa de 11,45%, também na máxima, de 11,42% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2021 estava em 11,78%, também na máxima, de 11,74%, na mesma comparação.

ANA LUÍSA WESTPHALEN, Agência Estado

16 de junho de 2014 | 12h03

No exterior, as principais bolsas europeias e os índices futuros em Nova York operam no negativo, com os investidores na defensiva após o aumento das tensões no Iraque, o que aumenta a procura por ativos de menor risco. Neste fim de semana, insurgentes tomaram o controle da segunda maior cidade do país, Mossul, após massacre de 1.700 soldados iraquianos. O presidente dos EUA, Barack Obama, considera possíveis opções militares para o Iraque. A cautela é reforçada ainda pelo agravamento do conflito entre russos e ucranianos, após um avião da Ucrânia ter sido abatido no fim de semana por separatistas pró-Rússia, causando a morte de dezenas de pessoas.

Voltando ao cenário doméstico, o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) caiu 0,67% em junho, após alta de 0,13% em maio, informou mais cedo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A queda do indicador foi maior que a mediana estimada pelos profissionais ouvidos pelo AE Projeções, que era de -0,56%. O recuo no período foi o mais intenso desde abril de 2009.

Já a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,36% na segunda quadrissemana de junho, conforme a FGV. O resultado ficou 0,10 ponto porcentual abaixo do registrado na primeira leitura do mês. Das oito classes de despesas analisadas, cinco apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para alimentação (de 0,39% para 0,06%).

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