Disputa por Ptax faz dólar subir a R$ 1,8520

Liquidação dos contratos que vencem na segunda-feira fizeram apostas em cotação maior crescerem

Alessandra Taraborelli, da Agência Estado,

29 de setembro de 2011 | 17h29

Se pela manhã o mercado de câmbio ignorou o cenário doméstico e se voltou totalmente para a cena externa, após o almoço os investidores fizeram o movimento inverso e tentaram puxar o dólar para cima para garantir um ganho financeiro melhor, já que amanhã fecha a Ptax que irá liquidar os contratos futuros que vencem na segunda-feira. "Começou o game da Ptax", disse o operador de um banco, referindo-se à tradicional disputa que acontece todo final de mês entre comprados e vendidos em contratos futuros. Neste mês, os investidores estrangeiros estão comprados nesses contratos e tendem a segurar as cotações para maximizar seus ganhos. Ontem mesmo os estrangeiros aumentaram a posição liquida comprada em dólar futuro para 206.469 contratos (US$ 10,323 bilhões) ante 199.949 contratos (US$ 9,997 bilhões) na terça-feira.

O dólar balcão encerrou em alta hoje a R$ 1,8520, com ganho de 1,20%, a maior cotação desde 22 de setembro, quando a moeda atingiu a máxima do ano e o BC voltou a atuar no mercado de câmbio via swap cambial. Na mínima, a divisa atingiu R$ 1,8250 e na máxima, R$ 1,8540. Com a valorização de hoje, a moeda dos Estados Unidos acumula ganho de 16,19% no mês e de 11,30% no ano e é, de longe, o melhor investimento nos períodos.

Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, a R$ 1,8489 (+1,30%). A mínima foi de R$ 1,8265. Lá fora, as boas notícias vieram logo cedo, quando o Parlamento alemão aprovou, por ampla maioria, a legislação para ampliar o alcance e o volume do fundo de resgate da zona do euro, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês). O Parlamento do Chipre e da Estônia também aprovaram a ampliação do fundo de resgate. Também foi bem recebido pelo mercado os indicadores divulgados nos EUA: auxílio-desemprego, PIB e vendas pendentes de imóveis.

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