Dividendos e juros garantem ganho extra

Dividendos são pagamentos em dinheiro recebidos pelos acionistas e pagos pela empresa emissora das ações, como forma de distribuição de lucros. É a remuneração do acionista pelo capital investido. Os critérios de distribuição de dividendos devem constar do estatuto da empresa. Regra geral, no Brasil os dividendos mínimos são de 25% dos lucros, mas é possível que o estatuto defina dividendos fixos, independentemente do lucro, ou dividendos diferenciados. No Brasil, as ações preferenciais podem ter direitos específicos de dividendos, dependendo dos estatutos da empresa. Como não dão direito a voto, as ações preferenciais precisam oferecem alguma vantagem ao acionista. Duas vantagens possíveis se referem aos dividendos: a ação preferencial pode receber um dividendo mínimo de 3% do valor patrimonial do papel; ou dividendo 10% que o pago para as ações ordinárias. Durante muitos anos o pagamento dos dividendos no Brasil não foi relevante como atrativo do investimento porque não havia correção monetária deste direito, de forma que a inflação transformava os valores em pó. Com a estabilização econômica, os dividendos ganharam importância no portfólio do investidor. Juros Os juros exercem grande influência na escolha entre investimentos de renda fixa e renda variável, caso das ações. O investidor está sempre procurando uma aplicação que garanta maior retorno. Nesta busca, ele pondera a questão do risco. Então, suponha que os títulos públicos do governo federal, que têm risco reduzido, estejam pagando juros de 10% ao ano. Naturalmente, o investidor vai preferir ganhar 10% em títulos públicos do que colocar numa ação com perspectiva de ganho menor. Quando o juro sobe, por exemplo, para 15% ao ano, o investidor deixa de lado mais opções de ações, que teriam rendimento abaixo deste nível, pois vai preferir ganhar mais e com menor risco. Então, quando o juro sobe, as aplicações de renda fixa ficam mais atraentes como perspectiva de investimento. É apenas uma questão de o investidor escolher entre alternativas que projetam um rendimento maior ou menor, dado um nível de risco. Esta questão do risco é muito importante, porque o título de renda fixa garante um rendimento com menor risco que as ações. Então, pode ser até que uma ação esteja com perspectivas de ganhos iguais aos títulos de renda fixa, mas o nível de risco é maior. Novamente, o investidor vai preferir o mesmo rendimento com menor nível de risco, ficando com a renda fixa.

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