Dólar à vista abre em alta de 0,05%, cotado a R$ 2,181

Com as férias de verão no Hemisfério Norte e a agenda dos Estados Unidos fraca de indicadores econômicos, a perspectiva é que o mercado doméstico de câmbio viva mais um dia de tranqüilidade, embalado, principalmente, pelo fluxo de recursos e a atuação do Banco Central no mercado à vista. Ainda assim, os investidores não devem perder de vista o ambiente internacional e a cautela que ele exige, já que existe consenso de que as tensões com a inflação e a política monetária dos EUA não foram superadas. Ou seja, a volatilidade tende a ser retomada, assim que a agenda externa esquentar. O dólar à vista abriu em leve alta no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), diante do desempenho desfavorável no início da manhã nos mercados internacionais. O primeiro negócio de hoje foi fechado com a moeda a R$ 2,181, valorização de 0,05% em relação a ontem. As bolsas da Europa e os índices futuros dos mercados acionários norte-americanos registravam queda, mostrando preocupação com os balanços das empresas. O petróleo, depois de oscilar perto da estabilidade por bom tempo, ensaia definir-se pela trajetória de valorização. Isso pode gerar pressão de alta das cotações do dólar ante o real, mas não deve ser suficiente para criar volatilidade acentuada. Na agenda doméstica, o destaque de hoje é político. Às 11 horas, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga os resultados da 83ª Pesquisa CNT/Sensus de intenção de voto à Presidência da República, sobre as eleições de outubro. Para o fluxo de recursos desta terça-feira não está prevista nenhuma operação de destaque. Ainda assim, a expectativa é de que as entradas superem as saídas já que os exportadores vêm atuando fortemente. Esses dólares, no entanto, tendem a ter impacto limitado de queda nas cotações, já que o Banco Central vem atuado para enxugar os excessos, principalmente os decorrentes das transações comerciais. O mercado calcula que, ontem, o BC comprou cerca de US$ 500 milhões em leilão, o que representaria a atuação mais agressiva feita desde que retomou as intervenções no mercado interbancário à vista.

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