Dólar à vista abre em leve alta, negociado a R$ 2,137

O mercado de câmbio começa o dia com pequena valorização do dólar no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O primeiro negócio foi fechado a R$ 2,137, alta de 0,09% em relação à taxa do final do dia ontem. O Banco Central anunciou ontem à noite que fará hoje pesquisa com os seus agentes (dealers) no mercado de câmbio para checar as condições de demanda para a eventual realização, na quarta-feira, de um leilão de swap cambial reverso. Há mais de um mês sem promover esse tipo de operação no mercado de derivativos, o anúncio sinaliza que a autoridade monetária está preocupada com a queda do dólar, segundo um operador. Outro fator de pressão sobre a moeda norte-americana hoje vem da cotação do barril do petróleo no mercado internacional, que superou US$ 72 (contrato de junho) em Londres. Às 9h23, o contrato de maio avançava 0,48% na Nymex eletrônica, em Nova York, a US$ 70,74 o barril. A tensão com o Irã por conta de seu programa nuclear - que levou os EUA a ameaçarem com retaliação militar o país - é uma das razões para a elevação. A interrupção de parte da produção na Nigéria também puxa as cotações para cima. Dos EUA também sai outra notícia de impacto sobre o câmbio: a ata da reunião do comitê de mercado aberto (FOMC) realizada em 28 de março, quando a taxa básica de juros foi elevada em 0,25 ponto porcentual, para 4,75% ao ano. Combinado com os indicadores previstos para serem divulgados nesta semana nos EUA, o documento pode sinalizar o grau do aperto monetário (se os juros vão continuar subindo e quanto). A ata do FOMC será divulgada pelo Fed (banco central dos EUA) às 15 horas (horário de Brasília). Em contraponto, os juros dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA arrefeceram hoje, depois de abrirem acima de 5% ao ano. Referência para o mercado, o T-Note de 10 anos recuava a 4,9938%. O T-Bond de 30 anos, por sua vez, caía 0,14%, a 5,0707%. Valem registro ainda as explicações que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, e o diretor de Política Monetária do Banco Central, Rodrigo Azevedo, darão, no início da tarde, sobre a recompra de bradies (títulos da dívida externa brasileira renegociada). O dinheiro para a operação já saiu das reservas, num total de US$ 5,59 bilhões. Embora o total da recompra some US$ 6,6 bilhões, a diferença virá das garantias da operação que serão liberadas. Não estão descartados leilões à vista para recompor as reservas.

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