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Dólar à vista abre em queda de 0,09% na BM&F

O dólar à vista abriu em baixa de 0,09% (R$ 2,133) nesta quarta-feira, no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Em seguida, a cotaçã o inverteu a tendência e passou a registrar alta de 0,05%. O resultado da taxa de inflação norte-americana ao varejo (CPI) divulgado às 9h30 é o destaque de hoje e deve dar o rumo dos mercados no exterior e aqui. A perspectiva é que o mercado doméstico de câmbio só engate a rotina dos negócios após conhecer esse dado, assim como ocorreu ontem, quando foi divulgado o PPI (inflação ao produtor). E se os números da inflação dos EUA nesta quarta-feira mostrarem a mesma tendência dos preços ao atacado exibidos ontem, o dólar pode recuar mais. No final da semana passada e nesta segunda-feira, o dólar acumulou alta superior a 6% perante o real, por causa de temores de inflação norte-americana e conseqüente arrocho monetário naquele país. Esses medos criaram uma piora nos ativos não só do Brasil, mas dos países emergentes como um todo, detonada pelos investidores internacionais. Ontem, com a divulgação do PPI, esse clima mostrou alívio, mas não foi totalmente superado. Por isso, o CPI deve ser o norte dos negócios hoje. Se ele reforçar a idéia de que a inflação está sob controle, transmitida ontem pelo PPI, o dólar pode devolver mais uma parcela da alta de 6% (parte já foi realizada ontem) acumulada entre quinta-feira passada e segunda-feira última. Se o CPI não corroborar a tranqüilidade de ontem, o dólar pode retomar a valorização. O índice de inflação dos EUA ganha peso também perante a ausência de sinalizações oficiais. Ontem, havia grande expectativa em torno da fala do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, sobre política monetária, na conferência sobre Finanças promovida pelo Fed de Atlanta em Sea Island, que ocorreu à noite. Porém, Bernanke não falou sobre as condições da economia, nem sobre política monetária. O destaque foi sua afirmação de que a disciplina dos mercados é a melhor maneira de limitar o risco sistêmico decorrente do crescimento dos fundos de hedge. A expectativa para a taxa do CPI é de alta de 0,6%, segundo analistas consultados pela Agência Dow Jones. O núcleo deve ficar em +0,2%. Nos EUA, a agenda de hoje comporta ainda a divulgação de dados de estoques de petróleo. No Brasil, a agenda do dia é fraca. O destaque são os números do varejo a serem anunciados pelo IBGE (9h30).

Agencia Estado,

17 de maio de 2006 | 09h27

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