Dólar à vista fecha a R$ 2,186, alta de 2,01%, na BM&F

O dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou em firme alta de 2,01% a R$ 2,186, mesmo sem leilão de compra do Banco Central. A expectativa de continuidade do aperto monetário nos Estados Unidos e a instabilidade geopolítica elevaram a aversão a risco entre os investidores estrangeiros, que pressionou as taxas de risco dos países emergentes e, por tabela, do Brasil. Além disso, a onda de violência em São Paulo atrapalhou os negócios nas mesas de câmbio, segundo operadores consultados. Comentou-se nas mesas de negociação que há bancos que vão dispensar funcionários mais cedo, reduzindo os horários de operação. A repercussão internacional negativa sobre os ataques em São Paulo, especialmente, é acompanhada pelos investidores estrangeiros e arranha a imagem do País, disse um profissional. A reversão de posições para compra em câmbio entre investidores no mercado futuro foi acentuada pela manhã e comandada, mais uma vez, por estrangeiros, a exemplo do movimento registrado na quinta e sexta-feira da semana passada, quando o dólar acumulou alta de 4,03% na BM&F e 4,08% no mercado interbancário. Foram registrados pela clearing de câmbio da BM&F 130 negócios, com giro de US$ 212 milhões. A moeda norte-americana abriu já em alta de 1,45% a R$ 2,174; oscilou 2,31% entre a mínima de R$ 2,164 (+0,98%) e a máxima de R$ 2,214 (+3,31%).

Agencia Estado,

15 de maio de 2006 | 16h20

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