Dólar à vista na BM&F abre em queda a R$ 2,128

O dólar à vista negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) abriu em queda de 0,07%, cotado a R$ 2,128, em relação ao fechamento de sexta-feira, quando a moeda terminou a R$ 2,1295. Hoje a agenda externa dá uma folga e as atenções dos participantes do mercado doméstico de câmbio devem se concentrar quase que exclusivamente para a divulgação do tão esperado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O anúncio está prometido para as 10 horas, no Palácio do Planalto, mas antes disso o presidente Lula apresentará as medidas para o Conselho Político e aos governadores. Apesar das expectativas em relação ao programa, o mercado não deve colocar muitas fichas relacionadas a ele nos negócios. Afinal, as linhas gerais do pacote são conhecidas e não deve haver nada com impacto imediato nas transações. Os efeitos do PAC em ativos financeiros dão-se via avaliação da capacidade que ele terá de melhorar as expectativas para a atividade econômica deste e dos próximos anos. Por enquanto, o consenso é de que o PAC ajudará no crescimento, mas de forma limitada. E isso já influenciou os preços de forma benéfica. Qualquer surpresa positiva, no entanto, deve fortalecer os ativos nacionais e, no caso do câmbio, isso significaria um fator a mais a valorizar o real ante o dólar. Petróleo O ambiente externo neste início de manhã deixa espaço para que eventuais notícias internas positivas repercutam no mercado. As bolsas da Europa sobem apoiadas em desempenhos favoráveis de alguns setores. Entre os destaques estão as petrolíferas, que se beneficiam da alta do preço do petróleo. O mercado da commodity computa, esta manhã, a previsão de frio no nordeste dos Estados Unidos e há a expectativa de que essas condições climáticas ampliem a demanda. Nos EUA, os índices futuros sinalizam um dia positivo. O fluxo de recursos deve ser outro componente a definir a trajetória do dólar esta segunda-feira. Nos últimos pregões, as estimativas de entrada de recursos captados por empresas no exterior têm tido peso definitivo na queda das cotações do dólar. Na sexta-feira, mais uma empresa, a Cosan, informou que fechou captação externa, de US$ 400 milhões, acima do valor inicialmente previsto de US$ 300 milhões. Na semana passada, também fecharam emissão a Cesp (US$ 350 milhões) e a GP Investimentos (US$ 150 milhões). E há outras em andamento. A desvalorização do dólar também tem sido ajudada pelo fato de o risco Brasil continuar rompendo mínimas históricas e a avaliação dos especialistas é de que os investidores estrangeiros estão "com apetite" por ativos nacionais.

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