Dólar à vista sobe 0,46% na abertura, a R$ 2,17

O dólar abriu em alta de 0,46% no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), negociado a R$ 2,17. Os fatos que geram incertezas e conseqüente cautela dos investidores nos últimos dias não mudaram desde sexta-feira. Por isso, o mercado de câmbio inicia a semana com valorização do dólar, enquanto aguarda uma definição sobre o destino do ministro Antonio Palocci (Fazenda) e em relação à taxa de juros dos EUA. O comitê de mercado aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) reúne-se hoje e amanhã para decidir a nova taxa de juro dos EUA. Há consenso em torno da idéia de uma elevação de 0,25 ponto porcentual, para 4,75% ao ano, mas muitas dúvidas em relação à trajetória futura. Por isso, mais uma vez os analistas se debruçarão sobre o comunicado que habitualmente acompanha o anúncio da nova taxa. Na semana passada, indicadores econômicos norte-americanos apontaram em direções opostas, alimentando a volatilidade das taxas dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) e, conseqüentemente, de diversos ativos ao redor do mundo, incluindo o câmbio no Brasil. A semana chegou ao fim com um recuo nas taxas de juros dos Treasuries, depois de números de imóveis novos mostrarem queda acentuada nas vendas, contrariando as estimativas. Hoje, não há divulgação de indicadores relevantes lá. No Brasil, o mercado ficará de olho nos dados da balança comercial referentes à quarta semana de março e nas contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) de fevereiro. Mas o assunto de maior relevância continua sendo o destino do ministro da Fazenda. A idéia de que Palocci deixará o cargo parece consolidada e alguns jornais afirmam que a solução para o caso sairia hoje. Mas os investidores temem pelo nome que possa vir a substituir Palocci no comando da economia. Apesar dos momento de alta do dólar, mais comuns nos últimos dias, os especialistas não vislumbram, por enquanto, possibilidades de que a moeda norte-americana assuma tendência firme de valorização. A pesquisa Focus divulgada esta manhã pelo BC, com as projeções feitas pelo mercado, mostrou que a estimativa para o dólar ao final de março foi ajustadas levemente, de R$ 2,12 para R$ 2,13. Para o final do ano, a projeção mantém-se em R$ 2,20.

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