Dólar à vista sobe 1,56% e fecha a R$ 2,208 na BM&F

O dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou hoje em alta de 1,56%, a R$ 2,208. As cotações acentuaram a alta perto do encerramento dos negócios, pressionadas pela volatilidade do juro do título norte-americano de 10 anos, disseram operadores consultados. Na máxima, antes do fechamento, o dólar subiu até R$ 2,214 (+1,84%), na esteira do juro do título de 10 anos, que exibiu ligeira alta a 5,0594% ante 5,057% no fechamento ontem, mas depois desacelerou. Pouco depois das 16 horas (de Brasília), o juro do papel de 10 anos estava em 5,0514%. A redução de posições vendidas (apostas na queda) no mercado de dólar futuro também influenciou o comportamento do dólar à vista. Por volta das 16 horas, os seis vencimentos de dólar projetavam altas, com giro financeiro expressivo. Para 1º de junho, a indicação é de alta de 1,18% a R$ 2,206. A ausência do Banco Central na compra hoje, pelo terceiro dia seguido, evitou um aumento ainda maior da volatilidade. A alta externa do dólar ante outras moedas também influenciou o dólar na BM&F. No mercado de moedas, por volta das 16 horas, o euro caía 0,61% a US$ 1,2774; e o dólar subia 0,87% a 111,73 ienes. Segundo operadores, os investidores locais e estrangeiros reduziram posições vendidas em câmbio à vista e futuro hoje influenciados pela percepção de que pode estar ocorrendo uma troca de ativos de países emergentes nas carteiras dos fundos por ativos considerados seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA. No pregão viva-voz da BM&F, o dólar abriu em queda de 0,46% a R$ 2,164; oscilou 2,36% entre a mínima de R$ 2,163 (-0,51%) e a máxima de R$ 2,214 (+1,84%). Foram registrados um volume financeiro de US$ 310 milhões, com 167 negócios.

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