Dólar à vista sobe 3,23% e fecha na máxima na BM&F

O dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou hoje na cotação máxima de R$ 2,204, alta de 3,23%, mesmo sem leilão de compra do Banco Central. As cotações dispararam na última meia hora de negociação, pressionadas pelo salto do juro dos títulos do Tesouro dos EUA após o índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI). A inflação norte-americana também empurrou para as máximas o dólar ante outras moedas internacionais e a taxa de risco dos países emergentes, incluindo o Brasil. O risco Brasil às 15h58 subia 5,37% (13 pontos) para 255 pontos base. Por volta das 16 horas, o juro do título de 10 anos estava em 5,157% ante 5,102% ontem. Já o dólar subia 1,22% para 111,01 ienes e o euro caía 0,90% para US$ 1,2742. A preocupação com a inflação norte-americana aumentou hoje, após o núcleo do CPI de abril ter ficado acima do esperado. Como também há expectativas com o anúncio amanhã pela manhã nos EUA dos dados sobre pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 13 de maio e com o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernake, no Fed de Chicago, a aversão ao risco aumentou e se refletiu na redução de posições vendidas em dólar futuro e à vista. O dólar abriu na cotação mínima de R4 2,133, em queda de 0,09%; oscilou 3,33% e encerrou na máxima do dia, de R$ 2,204, alta de 3,23%. Foram registrados pela Clearing de câmbio US$ 234 milhões (163 negócios).

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