Dólar abre cotado a R$ 2,1850, alta de 0,18%

Desvalorização da moeda norte-americana ante o euro e divisas ligadas a commodities no exterior podem fazer dólar desacelerar

Silvana Rocha, da Agência Estado,

30 de outubro de 2013 | 11h29

O dólar à vista abriu com leve alta ante o real, ajustando-se ao fechamento de terça-feira, 29, quando a moeda negociada no mercado de balcão terminou em queda (a R$ 2,1810) e o dólar futuro de novembro, em alta (a R$ 2,1870). A divisa dos EUA abriu a sessão cotada a R$ 2,1850 (+0,18%) no balcão. Durante o leilão diário de swap cambial, a divisa à vista desacelerou e registrou uma mínima, a R$ 2,1830 (+0,09%). No mercado futuro, às 9h55, o dólar para novembro de 2013 recuava 0,11%, a R$ 2,1845. Este vencimento da moeda começou a sessão em baixa, a R$ 2,1850 e já oscilou de R$ 2,1830 a R$ 2,1870.

Apesar do sinal positivo inicial nos negócios à vista, o dólar futuro de novembro oscila com viés negativo desde a abertura. Operadores ouvidos pelo Broadcast mais cedo afirmaram que vários fatores poderiam sustentar um movimento de queda no mercado de câmbio doméstico nesta quarta-feira, 30, entre os quais a desvalorização da moeda norte-americana ante o euro e divisas ligadas a commodities no exterior.

O apetite por ativos considerados mais arriscados no exterior é amparado por apostas dos investidores de que o Federal Reserve decidirá hoje à tarde (16 horas) pela manutenção do ritmo dos estímulos monetários. A compra mensal de US$ 85 bilhões em títulos norte-americanos pelo Fed tem como objetivo manter as taxas de juros de longo prazo baixas para ajudar a recuperação da economia norte-americana. O Comitê de Mercado Aberto(Fomc) do Fed deve anunciar a sua decisão em um comunicado que será emitido às 16 horas, após uma reunião de dois dias.

Dados dos EUA que serão divulgados pela manhã - relatório de empregos privados da ADP sai às 10h15 e a inflação ao consumidor (CPI), às 10h30 - poderiam trazer pressão de baixa adicional ao câmbio interno, se os resultados desapontarem as previsões, afirmaram esses profissionais. O gerente da Correparti, João Paulo de Gracia Corrêa, está entre os analistas que acreditam que só deverá haver mudança na política monetária do Fed após a vice-presidente da instituição, Janet Yellen, tomar posse como titular da autoridade monetária, o que está previsto para março.

Além dessa influência externa, um movimento técnico ligado às rolagens de fim de mês de contratos no mercado futuro de câmbio poderá reforçar a baixa das cotações, sobretudo na sessão vespertina. O gerente de câmbio de uma corretora disse que os bancos, que estão vendidos em cerca de US$ 10 bilhões em dólar à vista e quase US$ 27 bilhões em derivativos cambiais, tendem a conduzir um movimento de venda mais forte à tarde. O objetivo seria antecipar o enfraquecimento da taxa de câmbio a fim de deixar a Ptax de fim de mês mais baixa possível. A taxa Ptax de amanhã servirá na sexta-feira, 1º de novembro, como referência para os ajustes dos vencimentos de swap cambial negociados pelo Banco Central, assim como para os ajustes de contratos de derivativos cambiais e para a liquidação do contrato de dólar de novembro.

De outro lado, os fundos de investimento (em quase US$ 8 bilhões) e os investidores estrangeiros estão comprados em derivativos cambiais - apostam na valorização do dólar. Portanto, esses agentes também vão tentar se sobrepor à força dos bancos, numa disputa que poderá elevar o volume de negócios e a volatilidade do mercado hoje.

A realização da sexta tranche de rolagem do vencimento de US$ 8,9 bilhões em swap cambial, a partir das 14h30, poderia amenizar uma esperada pressão de baixa por parte dos bancos. Essa rolagem do BC tende a ser parcial e aproximadamente US$ 3 bilhões podem ser retirados do mercado. Os dados parciais sobre fluxo cambial serão divulgados às 12h30 e a expectativa é que podem confirmar uma melhora do resultado comercial, disse um operador de um banco.

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