Dólar abre em alta após quatro dias de perdas

Resultados de pesquisas eleitorai descolaram o dólar do real

Silvana Rocha, Agência Estado

11 de junho de 2014 | 10h32

 O dólar abriu em alta, interrompendo uma sequência de quatro dias de perdas acumuladas em 2,33%, enquanto os juros futuros oscilam entre margens estreitas e com ligeiro viés de baixa. Diante da fraca agenda diária, os agentes financeiros repercutem os resultados de pesquisas eleitorais, o que descola o dólar ante o real da desvalorização da moeda norte-americana no exterior. Enquanto a sondagem do Vox Populi, que saiu nesta quarta-feira, 11, mostra que a presidente Dilma Rousseff ainda venceria no primeiro turno, o Ibope indicou, na terça-feira, 10, maior chance de um segundo turno.

Às 9h09, o dólar à vista abriu com ligeira alta, a R$ 2,230 (+0,13%) no balcão, seguindo a valorização do dólar para julho de 2014, que atingiu a máxima de R$ 2,2440 (+0,45%). Na BM&FBovespa, até esse horário, a mínima do dólar para julho ficou em R$ 2,2350 (+0,04%).

No mercado de juros futuros, às 9h18, a taxa do DI para janeiro de 2015 marcava 10,82%, mesma taxa do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 indicava 11,31% na máxima, de 11,29%. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 apontava 11,57%, de 11,56% no ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2021 indicava 11,90%, de 11,94% no ajuste anterior.

Pesquisa Vox Populi, divulgada nesta manhã, mostra que Dilma manteve os 40% de intenção de votos da pesquisa anterior e, com isso, ainda venceria em primeiro turno. O senador tucano Aécio Neves subiu de 16% a 21%, enquanto o ex-governador de Pernambuco mantém 8%. A soma de todos os adversários de Dilma, incluindo os "nanicos", ainda seria insuficiente para provocar um segundo turno, uma vez totaliza apenas 32%.

Na sondagem do Ibope, divulgada após o fechamento dos mercados ontem, a presidente Dilma Rousseff (PT) oscilou em baixa, passando de 40% em maio para 38% agora, enquanto Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) oscilaram em alta, chegando a 22% e a 13%, respectivamente. Somados, os adversários da petista cresceram de 37% para 42%, indicando que, se as eleições fossem hoje, haveria segundo turno.

Nas bolsas, o Ibovespa futuro operava com leve alta há pouco, destoando das perdas computadas pelos mercados acionários internacionais. As principais bolsas europeias e os índices futuros das bolsas de Nova York recuam, pressionados pelo sentimento negativo sobre a economia mundial provocado por projeções do Banco Mundial. 

De acordo o relatório "Perspectivas Econômicas Mundiais", o Produto Interno Bruto (PIB) do mundo deve ter uma expansão de 2,8% neste ano, menos que a previsão feita em janeiro, de +3,2%. Um dos países com maior corte nas previsões foram os Estados Unidos, por causa do inverno rigoroso. A aposta, porém, é de que a atividade econômica ganhe força em 2015 e 2016, com o PIB global avançando para 3,4% e depois para 3,5%, respectivamente.

Para o Brasil, o Banco Mundial cortou a projeção do PIB para alta de 1,5% em 2014, de 2,4% antes. A economia brasileira deve ter uma das menores taxas de expansão entre os países emergentes, só perdendo de países como Argentina, Venezuela, Sérvia, Bielorrússia e Ucrânia. Já a China deve continuar sendo a locomotiva do mundo, embora a previsão para o PIB do país também tenha sido cortado, de 7,7% em janeiro para 7,6% agora.

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