Dólar abre em alta com expectativas sobre EUA

Às 9h30, o dólar à vista no balcão subia 0,31%, a R$ 2,2510, após atingir a máxima de R$ 2,2520 (+0,36%)

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

26 de julho de 2013 | 10h12

Apesar da queda do dólar ante o real nesta sexta-feira, o viés de alta ainda prevalece nesta semana. Nesta sexta-feira, o dólar abriu em alta e renovava máximas nesta manhã. Às 9h30, o dólar à vista no balcão subia 0,31%, a R$ 2,2510, após atingir a máxima de R$ 2,2520 (+0,36%). O dólar futuro para agosto tinha alta de 0,33%, a R$ 2,2535. 

De acordo com um operador, os mercados já estão na expectativa com a agenda da próxima semana, que traz a reunião de julho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) e a divulgação dos dados de criação de emprego e taxa de desemprego da economia dos Estados Unidos em julho. "Deve haver bastante volatilidade no câmbio até o payroll", destacou um operador. 

Nesta sexta, o dólar reagiu em queda ante várias moedas após o colunista Jon Hilsenrath, do Wall Street Journal, escrever que o Federal Reserve deverá manter seu programa de compras mensais de US$ 85 bilhões em bônus (QE3, na sigla em inglês) na reunião da próxima semana, mas é provável que os participantes da reunião discutam planos para o futuro do programa e para as taxas de juro de curto prazo. O presidente do Fed, Ben Bernanke, tem dito que espera começar a reduzir as compras de bônus ainda este ano. 

Os leilões de swap realizados pelo Banco Central, três realizados esta semana e mais um a ser feito nesta sexta, embora de rolagem, têm ajudado a dar algum alívio ao câmbio, na avaliação de operadores consultados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Mas a tendência global de mais força do dólar e o cenário doméstico pouco atraente ao investidor tem dado suporte a cotações acima de R$ 2,22. 

Hoje, o BC irá ofertar até 20 mil contratos de swap cambial com vencimento em 2 de janeiro de 2014, equivalente a até US$ 1 bilhão, o que deve ultrapassar o valor total ainda a ser rolado, colocando algum dinheiro novo no mercado, conforme observou há pouco o mesmo operador citado acima. "Se tiver lote a mais, isso pode ajudar a tirar força do dólar", comentou. O BC já rolou cerca de US$ 5 bilhões, de um total de US$ 5,715 bilhões, do próximo vencimento de swap cambial, em 1º de agosto. 

A operação será das 10h30 às 10h40 e o resultado sai às 10h50. Em cinco leilões de swap realizados desde a quinta-feira da semana passada, dia 18, até ontem, o BC conseguiu vender sempre integralmente os 20 mil contratos ofertados em cada operação. De segunda-feira, 22, até esta quinta-feira, 25, a moeda tinha valorizado 0,35%. No mês, a valorização é de 0,58% e, neste ano, de 9,73%. Nesta quinta-feira, o dólar fechou em queda de 0,27% no balcão, a R$ 2,2440. No mercado futuro, a moeda para agosto encerrou com baixa de 0,44%, a R$ 2,2460. 

Às 8h30, o euro subia a US$ 1,3270, de US$ 1,3278 no fim da tarde de ontem. O dólar caía a 98,59 ienes, de 99,28 ienes no fim da tarde desta quinta. O dólar seguia direções distintas em relação às moedas ligadas a commodities: dólar australiano (-0,30%); dólar canadense (-0,08%); peso chileno (+0,15%); rupia indiana (+0,17%); peso mexicano (+0,12%); dólar neozelandês (-0,03%); rublo russo (+0,18%); lira turca (0,01%); rand sul-africano (+0,11%); coroa norueguesa (+0,21%).

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