Dólar abre em alta com investidor atento à reforma do ICMS

Moeda americana quebrou ciclo de quedas e é cotada a R$ 3,07; Ibovespa oscila com desdobramentos da 11ª fase da Operação Lava Jato 

Renata Pedini, O Estado de S. Paulo

10 Abril 2015 | 11h20

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira, 10, dando continuidade ao avanço da véspera, quando interrompeu sete sessões consecutivas de queda. O ganho é sustentado pela recuperação da moeda norte-americana no exterior ante suas principais rivais. O mercado também monitora os desdobramentos da Operação Origem, a 11ª fase da Operação Lava Jato.

Às 11h15, a moeda americana avançava 0,33%, negociada a R$ 3,078. Na abertura, a moeda foi negociada a R$ 3,085, com alta de 0,55%. 

Na mesma faixa horária, o Ibovespa também avançava, registrando alta de 0,32%, cotado aos 53.975 pontos. Após abrir em baixa, conforme o esperado, a Bovespa registrou bastante volatilidade na primeira meia hora de pregão. O sinal negativo foi reafirmado assim que as ações da Petrobrás passaram a cair, devolvendo parte dos fortes ganhos registrados na quinta-feira, 9. Entretanto, às 12h, as ações com direito a voto da estatal subiam 1,13%, cotadas a R$ 11,67. As ações preferenciais avançavam 0,78%, negociadas a R$ 11,65.

Os investidores também monitoram as negociações sobre a reforma do ICMS na reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que tem a presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em Goiânia.

O resultado das discussões pode provocar ajustes nos mercados. Além do resultado efetivo do encontro, os mercados domésticos podem reagir a eventuais declarações do ministro reforçando uma mudança de postura na área econômica do governo.

A reunião do Confaz, que terá a presença de um ministro da Fazenda pela primeira vez em 15 anos, estava programada para começar às 9h. Na quinta-feira, 9, Levy disse que destravar a questão do ICMS é de interesse de todos os Estados e que está aberto a conversar. 

No encontro desta sexta-feira, 10, o ministro deve tentar obter um consenso para a redução e a unificação das alíquotas do imposto, a convalidação dos benefícios fiscais existentes e a criação de fundos compensatórios em torno do tributo.

O ministro teria sinalizado a secretários de Fazenda dos Estados que poderá oferecer um fundo de R$ 3 bilhões em compensação já em 2016, valor que crescerá anualmente até chegar a R$ 13 bilhões em oito anos, segundo apurou o Broadcast, da Agência Estado. Além disso, teria acenado com a possibilidade de vincular constitucionalmente as receitas do fundo de desenvolvimento.

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