Dólar abre em alta de 0,07% na BM&F a R$ 2,1895

A taxa de câmbio abriu em alta no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O primeiro contrato de dólar à vista foi fechado a R$ 2,1895, valorização de 0,07% em relação a ontem. Com o presidente Lula em vantagem para vencer as eleições do domingo no primeiro turno, conforme mostram as últimas pesquisas, o mercado doméstico de câmbio deve olhar com mais atenção os acontecimentos externos para definir os negócios desta quinta-feira. Neste início de manhã, os comportamentos dos ativos internacionais são positivos e favoráveis a uma abertura tranqüila por aqui. Mas a agenda norte-americana tem vários itens de destaque que podem vir a gerar volatilidade e, em caso de surpresas negativas, inversão de trajetória. Logo às 9h30, o Departamento do Comércio norte-americano divulga a revisão final dos dados do PIB do segundo trimestre. A mediana das previsões de 25 economistas ouvidos pela Dow Jones é de crescimento de 2,9%. Mas há outros indicadores de destaque dentro do conjunto de dados. Entre eles merece destaque o índice de preços dos gastos com consumo (PCE) para o qual os especialistas esperam +2,2% anuais. No cenário doméstico, o destaque é o relatório de inflação que já foi disponibilizado pelo Banco Central. O primeiro ponto destacado pelos analistas é a redução na previsão para o crescimento do PIB de 2006, de 4% para 3,5%. As estimativas para a inflação pelo IPCA também foram ajustadas para baixo, como já era esperado. Vale ressaltar que o final do mês está próximo e os investidores devem começar os movimentos de rolagem dos contratos futuros de câmbio. Também vale registrar que os estrangeiros seguem firmes na zeragem de posição gerada pela proximidade das eleições presidenciais. Ontem, o pregão da BM&F encerrou com os estrangeiros vendidos em cerca de 6.600 contratos, contra aproximadamente 9.600, na terça-feira.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 09h20

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