Dólar abre em alta de 0,14% na BM&F a R$ 2,139

O resultado já esperado das eleições presidenciais, confirmando a vitória do presidente Lula, que passará ao segundo mandato em 1º de janeiro próximo, não deve mexer significativamente com o preço dos ativos financeiros domésticos. A perspectiva é de continuidade na condução da política econômica e, embora o ministro Tarso Genro tenha decretado "o fim da era Palocci", os analistas devem receber isso como sinalização de que o foco será o crescimento e de que a queda do juro deve ser mantida, o que não é uma novidade. Além disso, paralelamente, o coordenador da campanha de Lula e presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, declarou que crescimento e ajuste fiscal não são incompatíveis. Assim o mercado de câmbio vai continuar atento ao comportamento do mercado exterior, ao fluxo de recursos e à atuação do Banco Central. Além disso, hoje, o mercado deve começar a focar a rolagem de posições no mercado futuro. Amanhã forma-se a Ptax que será usada na liquidação dos contratos futuros de novembro, na quarta-feira. O primeiro negócio com dólar à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros foi fechado esta manhã à taxa de R$ 2,139, o que significa uma valorização de 0,14% em relação à sexta-feira. Vale lembra que o horário de Verão acabou no Hemisfério Norte e, portanto, os negócios devem ganhar fôlego lá fora uma hora mais tarde hoje. Os principais dados da agenda dos EUA de hoje, por exemplo, somente serão divulgados às 10h30 de Brasília. Além do exterior, a atuação do BC no mercado à vista pode ser outro fator a impedir a queda das cotações do dólar, pelo menos num primeiro momento desta segunda-feira pós-eleição. Embora as perspectivas para o fluxo sejam positivas, os analistas ressaltam que a autoridade monetária vem se mantendo agressiva, enxugando por completo a liquidez do mercado doméstico de câmbio.

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