Dólar abre em alta de 0,23%, negociado a R$ 2,155

A taxa de câmbio abriu em alta de 0,23% no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com o primeiro negócio fechado a R$ 2,155. O mercado de câmbio deve começar a semana um pouco mais tranqüilo do que encerrou na última sexta-feira, quando o estresse com os juros dos títulos do Tesouro dos EUA, por conta dos dados do relatório de emprego, levou a moeda norte-americana a interromper seis dias seguidos de queda e subir. Há poucos indicadores internos previstos para esta semana e os dados externos mais expressivos serão divulgados apenas nos próximos dias. O cenário internacional, no entanto, continua pautando os negócios e, lá, os juros dos títulos americanos de dez anos estão oscilando bastante nesta manhã. O papel de dez anos iniciou o dia em queda, passou a subir, mas, às 8h50, registrava recuo, de 0,19%, a 4,9723%, enquanto o título de 30 anos caía 0,04%, a 5,0537%. Na sexta-feira, o juro do título americano de 10 anos quase encostou nos 5%, para fechar a 4,962%, a maior taxa desde junho de 2002, depois que o humor dos investidores azedou com os dados do mercado de trabalho norte-americano. Eles interpretaram os dados como um sinal de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) poderá continuar elevando as taxas depois dos 5% ao ano esperados para a sua próxima reunião. Segundo um operador, o mercado deve ficar um pouco de lado hoje e nos próximos dias, à espera de notícias que indiquem uma tendência mais firme para os juros lá fora. Por esta razão, algumas notícias, como a divulgação da pesquisa eleitoral CNT/Sensus amanhã, poderão ter algum reflexo sobre os negócios. O levantamento servirá ou não para confirmar o levantamento Datafolha do final de semana, que mostrou queda do tucano Geraldo Alckmin e avanço do peemedebista Anthony Garotinho na corrida presidencial. Em qualquer hipótese, no entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda ganharia as eleições, se fossem hoje, mesmo depois de a crise política ter derrubado seu principal ministro, Antonio Palocci, há duas semanas. Mesmo com a oposição mantendo a estratégia de continuar minando o governo, agora com foco no ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, o mercado não espera que os novos ataques tenham reflexo sobre os negócios.

Agencia Estado,

10 Abril 2006 | 09h14

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