Dólar abre em alta de 0,32%, cotado a R$ 2,188

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,32%, cotado a R$ 2,188 nas primeiras operações fechadas hoje no mercado interbancário. O fluxo de recursos, o cenário externo e o noticiário doméstico, não necessariamente nessa ordem de importância, são as variáveis que devem determinar o rumo das cotações do dólar perante o real nesta manhã. Ontem o dia foi de queda, com a taxa de câmbio fechando a R$ 2,18 na Bolsa de Mercadorias & Futuros e a R$ 2,181 no interbancário, apesar de o Banco Central ter feito uma compra estimada entre US$ 550 milhões e US$ 600 milhões em seu leilão no mercado à vista. Como é início de mês, o mercado prevê forte atuação de exportadores, o que deve garantir um saldo cambial positivo. Além disso, há as estimativas para entradas financeiras que hoje podem até ser reforçadas, dependendo do resultado da operação de troca de títulos da dívida externa. No exterior, a manhã começou com a notícia da alta da taxa de juros pelo Banco da Inglaterra, que surpreendeu os investidores. A reação dos mercados foi imediata e negativa, com as bolsas européias acentuando a trajetória de queda. Também foi anunciada a elevação da taxa de juros de refinanciamento pelo Banco Central Europeu, mas essa medida era esperada e não está afetando os negócios. Nos EUA, os sinais também são de um dia em tom negativo. Os índices futuros das Bolsas de Nova York estão em queda nas negociações eletrônicas. As taxas de juros dos títulos do Tesouro americano estavam em alta. A notícia boa ficava por conta do preço do petróleo, que está em queda. No Brasil, além do resultado da troca de papéis da dívida externa pelo Tesouro Nacional está previsto outro destaque para o câmbio: a Medida Provisória do pacote cambial. Segundo dados publicados hoje na imprensa, ele traria novidades em relação àquelas anunciadas pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) na semana passada. O mais relevante é que traria um mecanismo pelo qual seria possível os exportadores deixarem no exterior mais que 30% das receitas com exportação. E isso poderia mexer com o dólar, empurrando-o para cima.

Agencia Estado,

03 de agosto de 2006 | 09h42

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.