Dólar abre em alta de 0,42% na BM&F, a R$ 2,161

O dólar abriu em alta de 0,42% no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), negociado a R$ 2,161 nos contratos de liquidação à vista. O ânimo do mercado doméstico de câmbio com a candidatura do tucano Geraldo Alckmin à Presidência da República recebeu um balde d'água fria. Apesar de haver uma avaliação de que ele se saiu melhor do que o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva no debate realizado pela TV Bandeirantes no domingo à noite, levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Datafolha e publicado hoje mostra que o candidato à reeleição ampliou de 7 para 11 pontos a vantagem sobre Alckmin. No entanto, embora possa somar-se aos fatores negativos do dia, esse não deve ser o assunto principal a determinar o rumo das cotações do dólar. As atenções continuam voltadas para o exterior, onde o destaque do dia é a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). O documento virá a público às 15 horas (de Brasília), mas as expectativas mexem nos preços dos ativos antes disso. Segundo analistas, a ata deve mostrar um temor menor com o rumo do crescimento da economia norte-americana e elevada preocupação com a inflação. Também há expectativas de que o documento contenha indicações de que um novo aperto do juro poderá ocorrer nos próximos meses. E isso pode sustentar a cotação da moeda norte-americana em alta, como ocorreu no mercado asiático, hoje. Por ora, o que dá o tom negativo às bolsas da Europa e aos futuros de Nova York é a reação negativa ao resultado fraco da Alcoa, empresa que abriu a temporada norte-americana de balanços ontem à noite. Também pesam um movimento de realização de lucros e os temores que envolvem a questão nuclear da Coréia do Norte. Vale lembrar que hoje é véspera de feriado e, possivelmente, o dia concentre maior número de operações no mercado de câmbio, com clientes antecipando compromissos.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2006 | 09h11

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